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Desporto

[II Liga] AAC vs Penafiel – Os estudantes, um a um

A vitória da Académica impediu que Paulo Sérgio Santos saísse com um amargo de boca ainda maior, entre montanhas russas, síndromes e os maus do costume.

Peçanha – 7

De tipo que, dizem as más línguas, aterrorizava a defesa do Académico de Viseu na época passada a baluarte da defensiva estudantil. Isto quando não faz asneira e é substituído uns jogos por Ricardo Moura. Hoje, contudo, foi o homem do encontro pelo que fez aos 62 minutos, a defesa que impediu que a Briosa se visse a perder contra dez.

Jean Filipe – 6

É aquela pessoa dentro da cabine de acesso a uma montanha russa, onde se adquirem os bilhetes. Promete-nos uma viagem inesquecível de altos e baixos. Jean é assim. De jogos bons a medianos, de medianos a maus, de maus a bons, não necessariamente por esta percetível ordem. Hoje foi mediano, assim-assim.

Joel – 5

Os portadores de uma condição extremamente rara, síndrome de Mike Moura, apresentam, como sintomas, uma reação alérgica a bons desempenhos na primeira vez que regressam à sua posição, após esta ter sido ocupada por alguém adaptado ao lugar. A solução passa por duas possibilidades: ou insistir na coisa ou regressar ao recato do banco ou da bancada.

Yuri Matias – 6

Um central a marcar penáltis é espécie rara, tão rara como o felino avistado há tempos em África ou a abelha descoberta no Alentejo. A conversão valer-lhe-ia uma nota ao nível de Peçanha, mas a hesitação no momento do golo do Penafiel estragou um pouco a avaliação.

João Real – 6

A mesma coisa que o seu companheiro de setor, menos a marcação do penálti. Talvez esteja mesmo na hora de se desfazer das chuteiras e comprar umas novas, a bem da superstição de todos nós.

Ricardo Dias e Fernando Alexandre – 6

Aquilo que esperamos de dois tampões no meio-campo defensivo, menos, como com Yuri Matias e João Real, que assistam recostados e quase a comer pipocas a um (um!) só jogador do Penafiel estraçalhar aquela zona central e marcar um golo que poderia ter sido um balde de água fria. A época nunca esteve famosa, mas enquanto a matemática persistir os adeptos vão acreditar.

Jonathan Toro – 6

Não é que não seja bom jogador, porque o é. Mas, como os bons jogadores, passou mais tempo no chão, fruto de entradas à margem da lei, que impediram que se visse o verdadeiro Jonathan Toro. Mérito, contudo, de estar no sítio certo no momento certo para abrir o marcador, após a mais improvável das jogadas.

Romário Baldé – 5

Continua a não nos encher o olho, a não dar uma constância e consistência que se espera de alguém que queira subir o seu clube e, consequentemente, subir na carreira. Talvez estejamos a ser demasiado exigentes, mas é por uma boa causa. O golo (mal anulado) poderia ter ajudado.

Júnior Sena – 4

Jogador fetiche de João Alves, o pernilonga começa a deixar demasiado à vista as suas limitações, quer na finalização quer na definição das jogadas. Só ontem falhou uma jogada isolado, ainda na primeira parte, a que juntou mais uma série de arrancadas individualistas que acabaram, invariavelmente, perdidas nos pés dos adversários.

Djoussé – 3

Outro jogador fetiche de João Alves, este quando lançado do banco. Ontem foi obviamente titular, por castigo de Hugo Almeida, e voltou a fazer das suas. A jogada do primeiro golo surge de uma assistência sua, mas depois de uma jogada cuja probabilidade de sucesso era de 0,00001%, dado ter passado pelos seus pés e pelos de Júnior Sena. Perde incompreensivelmente a bola, ainda no seu meio-campo, no lance que origina o empate do Penafiel. Talvez esteja a precisar da mousse da avó do Hugo Almeida.

Reko – 5

Ao intervalo mostrou ao que vinha, com um chapéu do meio-campo a embater na trave. Rekices, poderão dizer. Não, o jovem irreverente, como lhe chama João Alves, tem um pulmão fantástico, cansa-nos os olhos só de o ver correr e ainda exibe belos tiques de futuro capitão quando, no meio da sarrafusca, vai lá afastar os colegas e evitar males maiores. É para renovar por mais anos e nos levar à primeira, senhores da direção.

Marinho – -2

O nosso capitão, desta vez, viu-se pouco.

Diogo Ribeiro – 3

Não sei se não está num nível (muito) menos mau que Djoussé neste momento. E, não esqueçamos, já foi o melhor marcador de qualquer coisa este ano. Para além disso, morde calcanhares como ninguém.

João Alves – 6

Não foi uma vitória do brilhantismo, como outras passadas, mas foi uma vitória da sorte, a estrelinha dos campeões. Podemos não o ser já este ano, mas a aposta em João Alves deveria ser para continuar, assim ele o queira, claro. Ah, e sentimos falta do telemóvel a tocar.

Penafiel – 0 Quando o presidente da SAD vem a uma conferência de imprensa (e já o vimos por estas bandas), significa borrasca. Diz o povo que quem não chora, não mama, mas é preciso saber quando chorar. Insinuar que o árbitro quis prejudicar a sua equipa quando esta exibiu um nível de agressividade ao nível do estabelecimento prisional de Caxias no Campeonato Inter-Prisões é falsear a verdade. Três cartões amarelos aos 22 minutos é um sinal. Se acabaram com nove a eles se deve, e a mais ninguém.

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