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Ciência & Tecnologia

Greve Climática Estudantil abraçada pela comunidade de Coimbra

Maria Francisca Romão

Iniciativa une estudantes do país ao movimento internacional. A mobilização dos jovens para garantir o futuro do planeta é o mote desta ação. Por Maria Monteiro

“Mudar, porquê? Não há planeta B!” foi o cântico que abriu a Greve Climática Estudantil, que decorreu esta manhã em frente à Câmara Municipal de Coimbra. A iniciativa insere-se num ciclo de manifestações de um movimento estudantil internacional e contou com a presença do mais variado tipo de estudantes, desde o Ensino Primário até ao Superior.

A mobilização da comunidade estudantil de todo o mundo começou quando a jovem sueca ativista, Greta Thunberg, decidiu fazer greve das aulas com o objetivo de alertar os políticos suecos para a resolução da crise climática. A partir daí, vários estudantes de todo o mundo seguiram o exemplo e passaram a participar e mobilizar greves de estudantes.

Por Portugal, mais de trinta localidades aderiram à causa. Segundo uma dos três representantes regionais da greve em Coimbra, Rita Vasconcelos, “foi necessário pensar nas linhas gerais do país primeiro para que cada grupo regional contribuísse da sua maneira”. Para Carolina Silva, outra representante regional, “as pequenas mudanças locais vão acabar por culminar numa mudança nacional”.

Um dos momentos mais marcantes foi protagonizado pela Escola Secundária Lima de Faria, de Cantanhede, que trouxeram o projeto “TI-Trash”. Os fundadores do sistema de gestão de resíduos, Alexandre Salgado e Tiago Gonçalves, concordam que “as pessoas têm a dificuldade de associar a má gestão de resíduos com as alterações climáticas”. Para tal, reitera Alexandre Salgado, “pretendemos servir um movimento que mais tarde ou mais cedo vai ser a nossa guerra”.

O representante regional de Coimbra, Duarte Antão, justifica a importância dada a este movimento: “As pessoas acham que estamos entusiasmados, mas na verdade estamos preocupados”. Para a estudante da Universidade de Coimbra (UC), Sofia Ramos, “a juventude não pode estar à espera que os outros ajam pelo que é o seu futuro”.

Fotografias por Maria Francisca Romão

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