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Ensino Superior

Ementas vegetarianas nas cantinas são motivo de insatisfação

Margarida Maneta

Falta de variedade alimentar faz com que menos alunos frequentem as cantinas. Estudantes já se reuniram duas vezes com os SASUC para apresentar reclamações. Por Júlia Fernandes

Em abril de 2017 foi decretada a Lei n.º 11/2017 que estabelece a obrigatoriedade de existência da opção vegetariana nas cantinas e refeitórios públicos. Desde então, a Universidade de Coimbra (UC) possui uma ementa com esta alternativa. Entretanto, são muitos os alunos descontentes com o que lhes é servido. As reclamações discorrem desde uma “carência nutricional” até uma “falta de variedade” nos cardápios. 

Tiago Relva e Vera Camilo, estudantes de Alemão e Inglês na Faculdade de Letras da UC, respectivamente, são vegetarianos e relatam já se terem reunido com o Serviços de Ação Social da UC (SASUC) duas vezes. Nestas reuniões, reclamaram e deram sugestões sobre o que poderia ser mudado. Além disso, afirmam ser constantes as mensagens deixadas nos livros de reclamação das cantinas e no próprio site dos SASUC. “Estão sempre a prometer melhorar, mas continuam a insistir com refeições pobres e repetitivas”, alega Tiago Relva.

Os alunos denunciam a “falta de ingredientes, em especial, os legumes” e o “excesso de refeições com soja”. Estes contam ser frequente chegar às cantinas e a refeição não ser a planeada na ementa, ou ser a mesma do dia anterior. Tiago Relva afirma que, ao repetir o mesmo tipo de refeições, é natural que haja alguma carência nutritiva. “Qualquer pessoa que não tenha uma alimentação equilibrada vai ter problemas de saúde”, acrescenta. Assim, é comum que optem por não comer nos refeitórios.

Os estudantes acreditam que o problema está no planeamento das refeições. De acordo com eles, há “um preconceito contra o vegetarianismo”. Não lidarem com as reclamações é uma forma de “dissuadir a comunidade universitária de optar pelas opções vegetarianas”, assegura Tiago Relva. Dessa forma, “boicotam a lei”, tendo em conta que menos pessoas escolhem a ementa ‘veggie’, conclui o estudante.

Catarina Augusto, nutricionista, conta que a ingestão protéica vegetariana pode ser feita através de leguminosas, como feijão, ervilha, grão de bico e a soja. Além desses, existem também os pseudocereais que são fontes mistas de hidratos de carbono e proteínas. Estes podem ser “úteis na variação de cardápio”, afirma a nutricionista. Para que isto aconteça “é importante que a ementa seja bem elaborada e haja disponibilidade de ingredientes”, acrescenta. Por fim, Catarina Augusto reitera que as ementas devem ser confeccionadas de acordo com o elaborado por nutricionistas para que “não haja défices nutricionais”. 

Os SASUC não se mostraram disponíveis para esclarecimentos, apontando como justificação o facto de atravessarem um processo de mudanças administrativas.

Com Mariana Rosa

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