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Cultura

Construída em apoios, nos alicerces da memória: a RUC celebra 33 anos

Isabel Simões

O 33° aniversário revive memórias nos ruquianos. Inspirados pela data comemorativa, as histórias da RUC foram muito comentadas entre os seus participantes, afirma a vice-presidente da casa.  Por Júlia Lopes

Até aos anos 80 a emissora surgiu como uma rádio pirata, cuja programação irregular era emitida em 100.0, até que “houve a legalização e atribuição fixa das frequências, e a Rádio Universidade de Coimbra (RUC) ficou com o 107.9 para a região de Coimbra”, recorda a vice-presidente da RUC, Sandra Tavares. Nascida no primeiro de março de 1986, já na altura emissão FM com licenciamento, a rádio escola se auto sustenta até hoje com o regime voluntariado. Segundo a vice-presidente, “nos moldes que funcionamos somos únicos na Península Ibérica”.

“Estamos constantemente a lutar contra algumas lacunas que temos”, afirma Sandra Tavares. A tempestade Leslie foi um episódio que prejudicou a antena da RUC, em outubro de 2018. Contudo, o apoio de parceiros, como a Universidade de Coimbra, a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) e antigos ruquianos garantiram que “a RUC não perdesse o alvará e não deixasse de ter a licença para poder emitir”, reconhece a vice-presidente.

Sandra Tavares reflete que nos seus 33 anos a RUC está a enfrentar contratempos constantes, porém sem perder o otimismo. “Chegar aos 33 anos, com as dificuldades que temos, com todas as questões de financiamento que é inerente a todas as secções da AAC, é uma vitória”. Uma vitória adquirida pelo esforço conjunto de uma produção para manter aquilo que para muitos é considerado um lar. Assim como afirma a vice-presidente, “esse trabalho, que é fazer rádio na Universidade de Coimbra, é de coração”.

Essa Secção de Jornalismo “é uma escola, não só em termos profissionais, onde criam-se laços de amizade que são para a vida”. O apreço pela RUC atravessa os limites fronteiriços de Coimbra. “Em Macau, no Brasil, na França temos imensas pessoas que se unem com esse sentimento de pertença”. E para Sandra Tavares, esse sentimento deve continuar nos anos seguintes da rádio. Expressa o desejo de que “qualquer pessoa que queira chegar à RUC, se sinta bem acolhida e em casa”.

O aniversário desde ano marcou ensinamentos nos ruquianos e “reforçou o sentimento de solidariedade que existe para connosco”. A vice-presidente afirma que “a emissora não é ninguém sem os seus parceiros” e acrescenta que “a RUC gosta de contribuir para um crescimento da cidade porque implica também o próprio desenvolvimento”.

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