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Ensino Superior

Coletes amarelos na celebração do Dia Nacional do Estudante

Mariana Nogueira

Academia defende melhores condições de estudo e estadia na cidade para os alunos. Reitor da UC disponível para diálogo com DG/AAC. Por Frederico Magueta e Mariana Nogueira

De coletes amarelos e capacete na cabeça, estudantes da Universidade de Coimbra (UC) receberam, hoje, junto à Porta Férrea, o reitor da UC, Amílcar Falcão. Foi Daniel Azenha, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), quem representou a academia nesta iniciativa de sensibilização, que pretende reclamar melhores condições para as residências da UC, Cantinas Amarelas e salas de estudo.

O presidente da DG/AAC começou por explicar que esta iniciativa com o nome “Querido, muda a UC”, está inserida nas celebrações do dia do estudante, 24 de março, data em que terminam as atividades. Neste sentido, Daniel Azenha entregou um relatório sobre as dificuldades e necessidades dos estudantes em relação a sua vida académica. Explica que este resulta das várias opiniões dos estudantes, para tentar perceber o que está mal.

Um dos problemas destacados foi a quantidade insuficiente de residências e os problemas das já existentes. Neste contexto, os alunos pedem que se construam mais quartos. “O objetivo é analisar os edifícios que existem e que se possam transformar em residências mas, por outro lado, melhorar a qualidade das residências”, afirma o presidente da DG/AAC. Sobre este tema, Amílcar Falcão esclarece que “não é uma coisa que dependa apenas da UC, mas, também, da Câmara Municipal de Coimbra, para procurar edifícios que podem ser requalificados”. Para além disto, as Pousadas da Juventude são uma das possíveis soluções para a falta de camas da UC.

Sobre as Cantinas Amarelas, Daniel Azenha explica que, para a academia, foi “um espanto abrirem uma cantina sem refeição social”, que é essencial para os estudantes, qualquer que seja a sua condição financeira. Critica o facto de as cantinas terem estado fechadas durante seis anos e, sem aviso prévio, abrem com uma alimentação “pouco saudável e que não é acessível a todos”. O reitor da UC garante que esta medida será implementada, apesar de não conseguir apontar uma data para esta alteração. Isto porque se segue um processo de avaliação, por parte dos Serviços de Ação Social da UC, de forma a “readaptar a cantina, para poder ter a refeição social, como é o desejo dos estudantes”.

 As salas de estudo são insuficientes e encerram muito cedo, segundo o presidente da DG/AAC, que explica que a academia quer alargar o horário destas salas. Amílcar Falcão explica que compreende o problema dos estudantes e acredita que “é possível um dia resolver”. A solução passará pelos três pólos da UC e o reitor acrescenta que a prioridade será a época de exames, em que os estudantes têm mais necessidade de usufruir destas salas.

Daniel Azenha considera que o reitor é uma pessoa “de palavra e teve uma atitude bastante positiva” por ter estado no meio dos estudantes. Acredita que esta postura demonstra a boa vontade e a união no trabalho entre a AAC e a UC. Para terminar, o presidente da academia explica que quer apenas discutir os assuntos de forma “não violenta”, para chegar a um consenso. O reitor mostra-se “disponível para dialogar com os estudantes”.

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