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Ciência & Tecnologia

“Caminhos” de um Museu de Anatomia Patológica

Nino Cirenza

“Passado, presente e futuro” do Museu Médico Universitário foram discutidos. Financiamento das universidades foi outro dos assuntos em pauta. Por Nino Cirenza

O Anfiteatro de Autópsias da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) recebeu ontem a conferência “Caminhos de um Museu Médico Universitário”. Este evento, que ocorreu no âmbito da 21ª Semana Cultural da UC, promoveu uma discussão sobre a história do acervo, bem como seu presente e futuro. 

Uma das oradoras foi a professora de História da Ciência da Universidade de Lisboa, Marta Lourenço. Esta discorreu sobre o futuro dos acervos e a importâncias dos museus universitários. “O património é o instrumento mais poderoso das universidades para chegar a sociedade”. 

Marta Lourenço também apontou problemas no padrão de financiamento do Ensino Superior na Europa. “Duas universidades, com o mesmo número de alunos: uma fundada em 1492 e a outra há cinco anos e, no entanto, ambas vão ter o mesmo financiamento”. E elucida “a probabilidade da antiga ter jardins, bibliotecas, arquivos e edifícios é muito maior”. 

A última parte da conferência foi palestrada pela professora de Anatomia Patológica da FMUC, Rosa Gouveia, e teve como foco a “história, presente e futuro do Museu de Anatomia Patológica”. Esta explica que o arquivo começou com o trabalho de Carlos José Pinheiro, em 1822, e que teve contribuição de outros professores, como Bissaya Barreto. 

Outra palestrante foi a professora de Patologia da FMUC, Lina Carvalho. A mesma falou acerca do contributo do professor Renato Trincão para o arquivo de anatomia patológica. “O professor Trincão vinha fazer autópsia e este auditório estava cheio de estudantes”, relembra. 

O evento terminou com uma visita guiada ao Museu de Anatomia Patológica. De acordo com Rosa Gouveia, ali estão 3000 espécimes em conserva dispostos em um espaço de 500 m2. Ao ser interrogada sobre a utilidade das peças na investigação contemporânea, Rosa Gouveia esclarece que é possível “retirar fragmentos desses órgãos preservados e aplicar técnicas atuais”. E acrescenta que os investigadores vão tentar “ver se, com essas técnicas, os órgãos dão informações que possam ser usadas no diagnóstico e tratamento de doentes hoje em dia”. “Usar material antigo e técnicas novas”, conclui. 

Realiza-se no terceiro sábado de cada mês uma visita guiada ao Museu de Anatomia Patológica da FMUC, organizada pelo Museu da Ciência da UC. Crianças e adolescentes menores de 16 anos só podem entrar com a autorização dos pais. 

Fotografias por: Nino Cirenza

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