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Ensino Superior

Assembleia Magna: presidente da DG/AAC revela que “Cantinas Amarelas foram uma deceção”

Diogo Machado

Projeto para piso 0 da Associação Académica de Coimbra em debate. Votação para aprovar Relatório Anual e Contas da AAC de 2018 adiada. Por Beatriz Furtado e Diogo Machado

O presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Daniel Azenha, abriu a segunda Assembleia Magna (AM) do ano civil ao esclarecer os presentes sobre a participação da DG/AAC no Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA). Daniel Azenha afirma que mantêm o exercício do direito de não voto em protesto contra o método de votação no encontro, que confere pouca representatividade à AAC.

Quando questionado por João Pinto Ângelo, estudante da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) sobre se ao abdicar do voto, não abdicam também dessa representatividade, o presidente da DG/AAC defende que os estudantes não perdem a voz. Justifica que continuam presentes através da apresentação de moções e da discussão das mesmas.

Ainda na temática da representação, João Pinto Ângelo critica o método de eleição da Comissão Disciplinar da casa (CD/AAC). Este reitera que não pode retificar “algo que não é democrático”, em que quem vota é “um conjunto restrito de associados”. O presidente do Conselho Fiscal da AAC (CF/AAC), Jorge Graça, esclarece que se trata de “uma eleição indireta”.

“A DG/AAC quer reivindicar as situações do dia a dia dos estudantes”, afirma Daniel Azenha acerca dos objetivos para o Dia do Estudante. Realça que a prioridade são as cantinas e o alojamento. “A abertura das Cantinas Amarelas foi uma deceção”, confessa. O objetivo passa por reunir com a Reitoria da Universidade de Coimbra (UC) e a administração dos Serviços de Ação Social da UC de forma a remediar os problemas que surgiram, como a ausência da refeição social.

“Coimbra passou da segunda cidade com mais camas nas residências universitárias para a quinta”, alerta o presidente da DG/AAC.  No entanto, relembra que é importante não esquecer a qualidade, pois “as condições de muitas residências não dignificam a nossa universidade”.

Nos momentos que antecederam a aprovação do Plano de Atividades da DG/AAC, João Pinto Ângelo voltou a subir ao púlpito. O estudante da FDUC levantou dúvidas em relação ao “projeto proveitoso” para o piso 0 da AAC mencionado no plano referido, relembrando a falta de espaço de algumas secções da casa. Daniel Azenha partilha a preocupação, mas afirma que “é necessário haver mecanismos que rentabilizem a casa”.

A ausência de uma referência à propina zero no plano de atividades não passou despercebida. Miguel Mestre, estudante da Faculdade de Letras da UC, questionou se a luta pela propina zero “é para continuar”. O presidente da DG/AAC explicou que “houve uma reunião com o secretário de Estado” e que este apoia o objetivo, mas que se encontra no final do seu mandato.

Nos seus comentários finais, Daniel Azenha reafirma a importância de “reivindicar as principais necessidades dos estudantes” através de iniciativas planeadas para o Dia do Estudante. Houve ainda tempo para uma insurgência por parte de membros do quórum que mostraram descontentamento com “a incoerência no discurso” do presidente da DG/AAC. Criticam o uso da palavra reivindicação por considerarem que “não existem iniciativas concretas”.

De entre várias aprovações como por exemplo o Orçamento da casa para este ano, algo que preocupou a DG/AAC foi o adiamento da votação para aprovar o Relatório Anual e Contas da AAC. Daniel Azenha considera que esta situação “pode afetar a AAC devido à sua atual situação financeira”.

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