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Cultura

Aliança entre o desenho e a escrita em exposição no Convento São Francisco

Paula Martins

Silêncio, solidão e o ser humano são as temáticas da mostra. Exposição pela primeira vez em território nacional. Por Paula Martins e Maria Monteiro

No silêncio da galeria Pedro Olayo do Convento São Francisco, o desenho enquanto escrita toma lugar. De entrada gratuita, a exposição “Desenhar o Silêncio” do ilustrador António Jorge Gonçalves traz impressões em grande formato de desenhos do artista, acompanhados por textos do escritor angolano Ondjaki.

O Convento São Francisco tem uma programação na área da ilustração em que, todos os anos, convida ilustradores notáveis no panorama português a exporem as suas obras. “Desenhar o Silêncio” estreou na cidade colombiana de Bogotá em 2017 e está, pela primeira vez, em Portugal.

O caráter inovador do artista consiste no diálogo entre a ilustração e outras áreas artísticas, como a escrita, a música e o teatro. “Foi nas novelas gráficas que muito cedo encontrei a minha linguagem matriz”, afirma o autor. A partir delas, explora outras vertentes de desenho como o cartoon político, a ilustração literária e a cenografia e performance visual.

Nesta exposição, a articulação de áreas artísticas dá-se entre o desenho e a escrita. “E tu e o silêncio, como se dão?” é uma das treze frases de Ondjaki que o ilustrador transforma em imagem. De forma íntima e experimental, cria, para cada frase, imagens que transmitem no leitor um intermédio entre o sonho e a realidade. Os temas centrais giram em torno do ser humano, da solidão e da quietude. Durante o mês de fevereiro, o artista promoveu outras duas intervenções no Convento São Francisco. Esta exposição está aberta a todo o público até abril.

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