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Desporto

Académica rema até às medalhas no Campeonato Nacional de Fundo

Fotografia gentilmente cedida pela Secção de Desportos Náuticos da AAC

Treinador considera que vitória compensa esforço dos remadores. Bom rendimento escolar é uma das preocupações do clube. Por Maria Salvador

O passado domingo foi um dia de sol para a equipa de remo da Associação de Académica de Coimbra (AAC). Os atletas integrantes da Secção de Desportos Náuticos da AAC (SDN/AAC) conquistaram oito medalhas no Campeonato Nacional de Fundo, que se realizou em Avis, Portalegre.

O Campeonato Nacional de Fundos é a primeira prova da época a contar para o ‘ranking’ nacional de clubes. O treinador da equipa, Miguel Alfaiate, explica que este consiste em três regatas pontuáveis: os campeonatos nacionais de fundo, de velocidade, e as taças de Portugal. A classificação final resulta do somatório dos pontos obtidos pelos remadores masculinos e femininos nas diferentes provas.

Segundo o treinador, esta vitória da Académica é a recompensa pelo esforço de treino dos atletas, tanto para o clube como para os remadores. “Este ano ainda não tivemos nenhum título, mas receber medalhas num campeonato nacional é sempre positivo”, acrescenta. No entanto revela que não se prepararam em específico para esta competição. “Preparamo-nos para as várias provas ao longo da época”, explica Miguel Alfaiate. Acrescenta que começam a trabalhar em setembro, com a preparação dos barcos e das equipas.

Para maximizar a performance desportiva dos atletas mais novos, sem descorar o rendimento escolar, “a organização é o segredo”, reitera Miguel Alfaiate. Confessa que a planificação dos treinos ao longo da semana varia de acordo com o escalão dos desportistas e especifica que “às vezes os atletas universitários acabam por fazer mais de oito treinos semanais”. Com os alunos do ensino secundário existe a tentativa de utilizar o fim de semana ao máximo.

Apesar da alta preparação dos atletas, a Académica tende a oscilar entre a terceira e a quarta posição do ‘ranking’ nacional. “É muito difícil lutar contra o primeiro e segundo lugares”, informa o treinador.

A falta de espaço para crescer no posto náutico aliada à carência de apoios financeiros são as principais dificuldades sentidas pela SDN/AAC, uma vez que “renovar o material é muito caro”, adianta. “Um barco de gama alta varia facilmente entre os oito e os 40 mil euros”, esclarece o treinador. Mesmo com algumas carências a SDN/AAC sobrevive com o objetivo de “mudar o paradigma”, conclui Miguel Alfaiate.

Fotografia gentilmente cedida pela Secção de Desportos Náuticos da AAC

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