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Cultura

“Abril no Feminino” estreia em Coimbra

Sofia Gonçalves

Mulheres enquanto produtoras de arte e pensamento. Espaços dentro da cidade acolhem atividades desenvolvidas pela iniciativa. Por Sofia Gonçalves e Patrícia Silva

Para falar com elas e sobre elas, “Abril no Feminino” chega a Coimbra, de 2 a 30 de abril, num projeto que soma 16 atividades em nove espaços distintos. A organizadora do evento, Margarida Mendes Silva explica que durante o período desta iniciativa, as áreas da arte e da ciência vão ser “os principais pontos de foco”.

Num mês que abrange duas festividades celebradas em Portugal, o projeto dinamiza duas atividades interligadas a estas datas. Para celebrar a Páscoa, o Padre Nuno Santos convida os interessados a uma palestra sobre as “10 mulheres que marcaram a vida de Jesus”. Nesta “conversa surpreendente”, de acordo com Margarida Mendes Silva, o objetivo é debater a forma como “Jesus olhava para a condição feminina, e o seu papel na sociedade”. Relacionado com a Revolução dos Cravos, o Teatro da Cerca de São Bernardo acolhe o documentário “Cartas a uma Ditadura”, de Inês de Medeiros. O filme guia-nos pelo período obscuro que dominou Portugal durante mais de 50 anos. No culminar da atividade, vai ser realizado um debate que vai “explorar o tema”.

Para além disso, a organização propõe várias conversas, exposições, concertos e filmes, assim como uma visita orientada, uma leitura encenada e um teatro na Escola Básica de Solum Sul.

As promotoras do projeto “Abril no Feminino” revelam que foram impossibilitadas de avançar com a ideia em anos anteriores, pela falta de apoios. “É desolador perceber que alguns organismos não olham para este tipo de eventos como uma mais valia para o seu território”, confessa Margarida Mendes Silva.

Desta forma, a organizadora do evento afirma não perder a esperança, dado que se trata de uma iniciativa onde o “progresso da comunidade torna a cidade mais dinâmica”. Conclui reforçando a ideia de que “apostar na cultura não é um desperdício”, mas sim investir numa sociedade “mais coesa”.

Numa antevisão desta primeira edição, Margarida Mendes Silva acredita que o programa “desperte a cidade e as entidades locais, para a boa causa”, a cultura. A maioria das atividades é de entrada livre, porém, algumas apresentam valores simbólicos para assistir, entre os dois e os três euros.

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