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Ensino Superior

Abertura da Cantina Amarela assinala a despedida do Reitor

André Crujo

Novo refeitório foi desenhado para acomodar espaço multiusos. Estudantes mostram-se descontentes com ofertas alimentares da cantina. Por André Crujo

Uma da tarde: hora de ponta nos refeitórios da Universidade de Coimbra (UC). A fila nas cantinas azuis estende-se desde a porta do refeitório até se cruzar com a das “Monumentais”. Os estudantes atiram queixas do tempo gasto à espera da refeição social. Alguns chegam mesmo a escolher outro local para almoçar. Inaugurada esta quinta-feira, a cantina amarela pode responder ao problema.

No dia de abertura, o novo refeitório mostrou-se movimentado, mas sem risco de lotar. A oferta do espaço é idêntica à que era apresentada pela cafetaria das cantinas azuis – algumas sanduíches acompanhadas por uma sopa. Seleção esta que Mariana Correia, estudante de Direito, considera limitada. “A refeição social é o mais importante”, explica. Para a aluna, todas as cantinas deveriam ter esta opção. De opinião semelhante, Diogo Almeida, também estudante de Direito, crê que esta “não é uma opção saudável.” A refeição social é prioritária para os dois estudantes. No entanto, a expectativa de esta se tornar disponível no espaço pode não ser considerada.

João Manuel Oliveira, encarregado geral da cantina amarela, garante que “não vai haver refeição social”. As perspetivas para o local são de transferir todas as opções alimentares para o novo espaço, sem alterar o local do prato social. Desta maneira, três balcões adicionais vão ser abertos para acomodar as “pizzas, pastas e pratos de snack”, explica o encarregado.

O objetivo do novo espaço é “atrair mais estudantes”, explica o reitor em cessão de funções, João Gabriel Silva. Desta forma, diminui-se a carga sobre as cantinas e possibilita-se a sua especialização. Assim, os locais que apenas servem a refeição social são otimizados, o que resulta num menor tempo de espera. Algumas medidas tomadas incluem o pré-pagamento da refeição para que os utilizadores não tenham de esperar duas vezes na mesma fila.

A inauguração da unidade alimentar, marcada pela saída do reitor foi “uma coincidência feliz, não programada”, confessa. O propósito da cantina estende-se além do de alimentar – esta foi desenhada como espaço multiusos. A utilização da mesma como sala de estudo, fora do horário da alimentação, e a receção de eventos culturais são possibilidades que a sala aguarda. João Gabriel Silva espera ainda que a liberdade de usos do local faça com que os estudantes “sintam o espaço como seu”.

Apesar das garantias, as preocupações dos estudantes notaram-se. Para Diogo, a “ação social é feita de diversas formas” e frisa a importância das “ajudas na alimentação”. A falta de alternativa faz com que “muitos estudantes abdiquem do seu almoço nas cantinas”, pelo que este considera o espaço como uma possibilidade para combater o problema.

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