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Cidade

Palácio de São Marcos vê a sua Igreja e Claustro reerguidos

Fotografia gentilmente cedida pela imprensa da Universidade de Coimbra

Monumento Nacional reabilitado depois da tempestade Leslie e anos de degradação. Palácio de São Marcos excluído da obra por não ser um edifício classificado. Por Rafaela Chambel

Em São Silvestre do Campo, nos arredores de Coimbra, está um Palácio de escultura renascentista. Outrora um convento masculino, o edifício carrega séculos de história, que provocaram uma necessidade de manutenção e recuperação das infraestruturas. O processo começou na abertura de 2018. Um ano e 400 mil euros depois, o Palácio de São Marcos reabriu portas.

Apesar de ser património do Estado, o edifício está sob tutela da Universidade de Coimbra (UC) desde 1981. O mesmo situa-se na quinta de São Marcos e acolhe “eventos culturais, religiosos e de lazer, que tornam essencial esta reabilitação”, salienta Fernando Marques, co-autor do projeto.           

A Igreja, datada do século XVI, e o Claustro são considerados um Monumento Nacional. “A UC candidatou-se ao programa 2020 – Programa Operacional Regional do Centro – mas este apenas permitia fazer obras em edifícios classificados, daí a maioria ser executada na Igreja, ou no seu enquadramento arquitetónico”. A cobertura foi recuperada, assim como as fachadas e a abóbada. “A prioridade foi o lado exterior, para prevenir que a água entrasse e destruísse todo o conjunto artístico de pedra de Ançã”, adiantou o projetista.

Na década de 60 do século XIX, o Palácio foi vítima de um incêndio que obrigou à sua reconstituição. Um século depois, nas mãos da Fundação da Casa de Bragança, voltou a precisar de obras. Até aos dias de hoje, os detalhes culturais e artísticos mantêm-se preservados.

Da memória ao presente

“A tempestade Leslie atrasou a previsão do fim das obras, pelos estragos causados na área envolvente”, afirma Fernando Marques. Ainda assim, de janeiro a janeiro, o Palácio de São Marcos foi reerguido.

Financiada em 85 por cento pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, pelo Programa Operacional Regional do Centro, a UC reuniu uma equipa. Fernando Marques trabalhou nesta intervenção com César Cerqueira, Vítor Murtinho, Sónia Filipe e Lurdes Craveiro.   

“A Igreja em si representa um papel importante, não só para a comunidade universitária, como também para a cidade e o país”, afirma o assessor técnico do projeto. Adiciona, ainda, que o edifício é chamativo para eventos, inclusive congressos, por exemplo, que são dirigidos à comunidade universitária.

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