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Ciência & Tecnologia

Nova família de fungos instala-se na Sé Velha de Coimbra

Imagem gentilmente cedida por João Travão

Nova família de fungos microcoloniais negros, ‘Aeminiaceae’, deterioram calcário na Sé Velha. Microorganismos contribuem para degradar monumentos, mas não são prejudiciais à saúde dos residentes. Por Inês Casal Ribeiro

Durante uma investigação realizada pelo projeto ‘Mycostone’, na Sé Velha de Coimbra, foi descoberta uma nova família de fungos, a ‘Aeminiaceae’. Este programa tem como objetivo explorar microorganismos nos monumentos calcários da parte UNESCO da Universidade de Coimbra (UC).

Estes seres contribuem para a degradação e deterioração da pedra, num fenómeno conhecido como biodeterioração. João Trovão, estudante de Doutoramento do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologias da UC (FCTUC), esclarece que este termo aplica-se a “manchas nas casas, estátuas, coberturas por líquen e algas ou, neste caso, por fungos”.

Estes fungos não são prejudiciais à saúde humana. “Não há deteção de qualquer organismo em termos de fungos que possa causar problemas para os visitantes”, enfatiza João Trovão. Estes são apenas prejudiciais a rochas expostas a ambientes externos, “que podem provocar fissuras, levar a perdas de partes da escultura ou alterar as cores que o monumento teria no início”, clarifica o estudante da FCTUC.

Muitos dos monumentos da UNESCO estão sujeitos a biodeterioração por microorganismos. Para João Trovão, este fenómeno é um reconhecimento científico e uma consciencialização de que “todos os monumentos no mundo precisam de cuidados e de dedicação para que possam ser mantidos para o futuro”.

Esta espécie de fungos microcoloniais negros crescem de uma forma lenta e compactada. Além disso, têm nas suas paredes celulares níveis muito altos de melanina e de outras moléculas protetoras. O doutorando do Centro de Ecologia Funcional da FCTUC considera que estas caraterísticas permitem que os fungos “resistam a condições ambientais ou abióticas extremas”.

Para que a situação na Sé Velha não se agrave a equipa de João Trovão toma a posição de “fornecer toda a informação disponível para que seja possível estudá-la e, quando necessário, intervir de uma forma mais assertiva e bem planeada”. Devido à sua passagem a património mundial da UNESCO, foram várias as intervenções realizadas na Sé Velha ao longo dos séculos.

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