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Cidade

‘Metrobus’ é a nova solução para o Mondego

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Proposta põe fim à situação do antigo ramal ferroviário da Lousã. Estruturas vão ser reabilitadas, com funcionamento previsto para 2021. Por Paulo Cardoso e Rita Fernandes

Após vários anos de impasse, o executivo municipal, em parceria com a Infraestruturas de Portugal (IP), apresentou uma solução viável para a ligação entre Coimbra e a Lousã. Este projeto passa por uma aposta tecnológica e amiga do ambiente. A iniciativa ‘Metrobus’ do Sistema de Mobilidade do Mondego, conta com a reabilitação e adaptação das infraestruturas já existentes.

Quando, em 2010, foram encerrados de forma definitivo os serviços da Comboios de Portugal, que faziam ponte entre Coimbra e as localidades de Miranda do Corvo e Lousã, em prol do futuro Metro Mondego, os residentes destas áreas viram o seu acesso a transportes reduzido de forma drástica. Ao longo dos anos decorreram inúmeros trabalhos de preparação para o metro de superfície, sem que este entrasse em funcionamento. Destes tempos restam as infraestruturas, que a IP pretende agora reutilizar.

Segundo a IP, a rede vai contar com duas linhas: uma ligação suburbana entre o Alto de São João e Serpins e dois troços urbanos entre o Alto de São João e Coimbra-B, com ligação aos Hospitais da Universidade de Coimbra. O percurso, com uma extensão de 42 quilómetros, pretende chegar a 14 milhões de passageiros por ano, num investimento que ronda os 85 milhões de euros.

Os autocarros elétricos são o meio de transporte escolhido. O critério tido em conta foi a sustentabilidade, dado que é uma opção mais ecológica em comparação com o comboio ou metropolitano. O concurso público aguarda propostas.  

Alguns dos alunos da Universidade de Coimbra, residentes nas zonas de Miranda do Corvo e Lousã, mostram-se reticentes face à iniciativa. Sofia Castro, estudante da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, admite não ter grandes expectativas, pois “já muito foi prometido às populações destas localidades”. Considera ainda que esta solução “não é eficaz e definitiva”.

Segundo a empresa pública, “este é um serviço rápido e viável”.  Acrescenta ainda que as obras em relação ao “troço suburbano está concluído e as obras dos dois troços urbanos estão em curso”. As requalificações têm o ano de 2021 como prazo previsto para a sua finalização.

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