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Ensino Superior

Magna agenda eleições do Conselho Fiscal para 26 de fevereiro

Gabriela Moore

Dirigentes associativos louvam mudanças logísticas. Aprovação dos Planos Orçamental e de Atividades adiada para próxima AM. Por Pedro Dinis Silva e Maria Francisca Romão

A aprovação do Regimento Interno da Assembleia Magna (AM) e do Regulamento Eleitoral do Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra (CF/AAC) foi o resultado da primeira AM do ano civil. A reunião, marcada por alterações de funcionamento como a introdução de guias de voto, deixou a habitual Cantina dos Grelhados para subir até ao Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra (UC) na passada segunda-feira, dia 4 de fevereiro.

A intervenção que abriu a noite ficou a cargo do presidente da Direção-Geral da AAC, Daniel Azenha, que recordou a carta que a academia endereçou ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e ao primeiro-ministro, António Costa, pedindo esclarecimentos relativos à sua posição quanto às propinas. “Se não existe uma oposição forte dentro da Assembleia da República, a AAC vai ser essa oposição”, garantiu o presidente da DG/AAC. Denunciou ainda aquilo que considera ser a falta de estratégia do governo para desenvolver o Ensino Superior (ES).

Os Planos Orçamental e de Atividades da DG/AAC foram apresentados, mas careceram de aprovação, por não terem sido divulgados com a antecedência prevista. Daniel Azenha reiterou o objetivo orçamental de reduzir a dívida da AAC “até que seja possível controlá-la por completo”. Quanto às ações previstas, destacou o banco de voluntariado, as comemorações dos 50 anos da crise académica de 1969 e a dinamização da Academia Rui Alarcão, com o intuito de debater o ES.

O Plano de Atividades foi, no entanto, alvo de crítica. Para João Pinto Ângelo, estudante da Faculdade de Direito da UC, “é irónico que uma AAC que se diz ser oposição não apresente ações concretas sobre os problemas que atingem todos os estudantes”. Entre as falhas que apontou, o estudante referiu a falta de momentos comemorativos do Dia Nacional do Estudante, a 24 de março. Daniel Azenha contrapôs que “o dia 24 de março não foi excluído, nem esquecido”. Acrescentou que as atividades se inserem nos cadernos reivindicativos.

O Regulamento Eleitoral para a eleição do CF/AAC foi aprovado por larga maioria, fixando a data da votação para o dia 26 de fevereiro. O discurso final da AM foi protagonizado por Matias Correia, estudante da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, rosto do movimento de destituição do dux veteranorum e candidato ao cargo de representante máximo da praxe.

Matias Correia recordou que a eleição do atual dux veteranorum, João Luís Jesus, teve lugar a 13 de janeiro de 2000 e que, “em 19 anos, muito mudou em Coimbra, à exceção da pessoa que representa a praxe”. Já Miguel Mestre, estudante da Faculdade de Letras da UC, alertou para o perigo de se discutirem assuntos que não pertencem à AM nestas reuniões.

Matias Correia. Fotografia: Gabriela Moore

Apesar da ansiedade que antecedeu a organização da primeira AM da atual MAM/AAC, o presidente do órgão, João Bento, assegurou que “o novo sistema funcionou bem”. Ainda assim, apontou que, por ser subterrâneo, o Auditório da Reitoria não garante a ligação mais desejável à internet, tendo em conta que todos os documentos são disponibilizados ‘online’. Para o presidente da MAM/AAC, outro dos contras do novo espaço é “a saída da AM da casa-mãe”. Ainda assim, salienta as excelentes condições de som e de conforto que foram, de igual modo, parabenizadas por Daniel Azenha e pelo presidente do CF/AAC, Jorge Graça.

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