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Desporto

Embate com sabor a ponto

Académica mantém a sexta posição na tabela. Falta de eficácia pautou dificuldade em conseguir os três pontos. Texto por Diogo Machado e fotografia por João Pimentel

O Estádio Cidade de Coimbra recebeu esta tarde cerca de 2600 adeptos para o confronto entre a Académica e a equipa B do Vitória Sport Clube, com o frio que se fazia sentir a pedir um jogo mais quente do que aquele que se verificou. As duas equipas entraram em campo com dez pontos de diferença e os golos de João Real, pelos estudantes, e de Aziz, pelos vimaranenses, mantiveram a diferença pontual entre os rivais e os estudantes com o sonho da subida a esfumar-se.

A partida começou com grande equilíbrio entre as duas formações, apesar de o Vitória ter ligeiro ascendente em termos de bola. Logo aos três minutos, a Académica perdeu a bola no seu meio campo defensivo, mas os visitantes não conseguiram capitalizar e acabaram por rematar à figura de Peçanha. A Briosa conseguiu recompor-se e aos dez, após recuperar a bola perdida de um canto, João Real fez o estádio levantar com um remate à meia-volta, colocado, ao qual o guarda-redes adversário não teve hipótese de defender.

Depois de a bola regressar ao meio-campo, nenhuma das equipas tomou controlo do jogo, mas mostraram solidez defensiva, sendo que a Académica se compactou e não permitiu que os adversários efetuassem remates com perigo. Ainda assim, a superioridade física de jogadores do Vitória, como o capitão Al Musrati e Aziz, tornaram ainda mais complicado o trabalho da defesa estudantil. À passagem da meia-hora, os adversários começaram a crescer ofensivamente e aos 32’ é disferido um remate perigoso que acabou por sair pela linha de fundo dada a intervenção de Peçanha. Os últimos 15 minutos da primeira parte não foram os melhores para a Académica. A incapacidade de concretizar o último passe e de criar oportunidades de golo, caracterizaram os momentos antes do intervalo.

O segundo tempo, pouco se destacou do primeiro, sendo que, o VSC B conseguiu pressionar mais ofensivamente e entrar no último terço do campo. Mesmo assim, nenhuma das equipas parecia querer tomar as rédeas da partida. Destaque para uma situação de grande perigo em que o Vitória quase igualou o marcador, mas Yuri Matias limpou a bola da linha de golo e manteve a liderança da Briosa. No decorrer da segunda parte ambos os treinadores, procuraram modificar o desempenho das suas formações, tendo ambos efectuado três substituições.

Após algumas jogadas individuais dos estudantes e alguns ataques inofensivos por parte do VSC B, aos 72 minutos, o árbitro Gustavo Correia assinalou penálti a favor dos forasteiros. Da marca da grande penalidade, Aziz não tremeu e capitalizou com um remate centrado. Ficou, assim, igualado o marcador. A formação de João Alves não conseguiu reagir efectivamente e, por isso, o técnico decidiu introduzir o avançado Donald Djoussé, o extremo Marinho e, por dificuldades físicas, retirou Ricardo Dias e colocou Fernando Alexandre no posto de trinco. As alterações trouxeram à Académica alguma dinâmica, ainda que os ataques nunca se tenham concretizado em situações de perigo à baliza defendida por Daniel Figueira.

Nos últimos dez minutos do tempo regulamentar, a mentalidade dos “capas negras” mudou. Os jogadores começaram a perceber que o tempo restante não era muito e aumentaram a pressão. A formação de Alex Costa retraiu-se e conseguiu aguentar a pressão dos estudantes. Cinco foram os minutos de compensação, num jogo marcado por muitas paragens e tempo morto, os quais foram aproveitados ao máximo pela Académica que teve três situações de grande perigo à baliza do Vitória. A infelicidade nos ressaltos e pouca eficácia da Briosa levou o árbitro a terminar a partida, com o resultado final a assinalar um empate a uma bola.

Na conferência de imprensa, o treinador do Vitória, Alex Costa afirmou que a sua equipa “foi superior e o resultado é injusto”. Aproveitou para realçar a presença de três jogadores da formação do clube na convocatória num jogo de segunda liga. Na perspectiva de João Alves, o resultado foi “aceitável dada a falta de eficácia da sua equipa” no último terço e criticou de forma acérrima as recentes arbitragens de que a sua equipa tem sido alvo. Acrescentou que Jonathan Toro, reforço de inverno, “ainda está em processo de integração”, mas não esquece o talento do jovem. A Académica volta a jogar para a II Liga dia 9 deste mês, frente ao Sport Lisboa e Benfica B, no Seixal, às 16 horas.

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