All for Joomla All for Webmasters
Ensino Superior

Eleições CF/AAC: listas lutam por maior proximidade à comunidade académica

Gabriela Moore

Desinteresse e desconhecimento vistos como maiores entraves ao funcionamento do órgão. Candidatos com visões díspares em relação ao atual mandato. Por Rita Fernandes e Mariana Rosa.

No próximo dia 26 de fevereiro decorrem as eleições para o Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra (CF/AAC). Este é o órgão de jurisdição encarregado de fiscalizar todas as secções culturais e desportivas, bem como os núcleos pertencentes à AAC.

Para este mandato, três listas apresentam-se como candidatas: duas para o primeiro contingente e uma para o segundo. A Lista I – “Integridade e Transparência na Defesa da AAC” e a Lista M – “O Momento Seguinte” encontram-se na corrida para o primeiro e a Lista O – “Orienta as Secções” para o segundo contingente.

Margarida Ribeiro, primeira efetiva da Lista I, afirma que a sua motivação reside no afastamento entre a comunidade estudantil e o órgão. Reitera que “o CF/AAC está reduzido ao edifício sede, fechado sobre si próprio e desconhecido, de modo geral, pelos estudantes”. Os objetivos da lista passam não só por uma maior notoriedade, bem como uma maior educação. “Afixação dos pareceres do Conselho Fiscal em todas as faculdades” e “realização de sessões de esclarecimento de dúvidas sobre o papel e atuação do CF/AAC” são algumas das propostas da lista em articulação com os núcleos estudantis e a Assembleia Magna.

Pela Lista M, recandidata-se Francisco Costa, que defende que se “deve manter as diretrizes do mandato que agora termina”. Em retrospetiva, advoga que as falhas do atual conselho ocorreram no “processo de fiscalização da Queima das Fitas por falta de um acompanhamento atempado”. Justifica ainda este problema com a proximidade entre a tomada de posse e o festejo e com “a renovação dos estatutos”. Vê como o maior desafio deste órgão “ o vínculo com os núcleos”.

Para o segundo contingente, Tiago Gonçalves recandidata-se pela Lista O. A sua candidatura pauta-se “ por fazer um maior acompanhamento às secções”,  e explica ser “preciso sensibilidade em relação à realidade de cada secção”. Confessa que isto foi a sua maior dificuldade durante o atual mandato. Devido à importância da entidade, o candidato demonstra insatisfação face à falta de listas concorrentes a este contingente.

Os candidatos são unânimes não só face à falta de informação sobre o CF/AAC, mas também quanto à imagem fragilizada da entidade após as últimas eleições para a Direção-Geral da AAC. “O CF teve de gerir e arcar com uma situação que foi criada pela Comissão Eleitoral e agravada pela Comissão Disciplinar da AAC”, assume Margarida Ribeiro.

Tiago Gonçalves e Francisco Costa defendem um mandato de continuidade. O primeiro argumenta que lhes “cabe cumprir os estatutos” e, corrobora o segundo, “que este não é um órgão para fazer propostas”. A representante da Lista I contrapõe ao dizer que o “mandato anterior é um em que se fez aquilo que se podia com o que se tinha” e acrescenta ainda a necessidade de implementar novas medidas.

Com Luís Almeida e Pedro Dinis Silva

[Artigo atualizado às 16h15 de 21 de fevereiro]

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

Rua Padre António Vieira, Nº1 - 2ºPiso 3000 Coimbra

239 851 062

Seg a Sex: 14h00 - 18h00

© 2018 Jornal Universitário de Coimbra - A Cabra

To Top