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Ciência & Tecnologia

UC desenvolve estudo que identifica aquecimento global como perigo para fungos de água doce

Gabriella Kagueyama

Cientistas da UC preocupados com os efeitos nocivos do aquecimento global para as espécies. Pesquisadora indiana escolheu a instituição por ter ambiente propício às investigações. Por Gabriella Kagueyama e Ana Haeitmann

Entre muitas das investigações que estão a ser realizadas através dos orgãos da Universidade de Coimbra (UC), a pesquisadora Seena Sahadevan está a desenvolver a sua pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). A investigadora, proveniente da Índia, escolheu a instituição devido à compatibilidade que a sua pesquisa tinha com o área de estudo já em curso pelos pesquisadores de Coimbra.

O estudo alerta para os impactos do aquecimento global nas comunidades de fungo de água doce. “Existe uma correlação entre o aumento de temperatura e a biodiversidade dos fungos” a trazerem consequências para a água potável e que, assim, “afetam o bem-estar da espécie humana”, reitera Seena Sahadevan.

O trabalho da investigadora debruça-se na observação da decomposição de matéria orgânica nas camadas profundas do solo. “Utilizam-se técnicas moleculares para avaliar a integridade e a riqueza dos fungos nas ribeiras”, explica Seena Sahadevan. A cientista acresenta que se têm dedicado também aos estudos da toxicidade da poluição de plásticos e nano-partículas. “Se se vê que a biodiversidade está perturbada, entende-se que o problema deve ser proveniente da poluição ou da temperatura”, alerta a investigadora.

Seena Sahadevan dedica-se ao estudo da decomposição de folhas nos ecossistemas aquáticos desde 2005, quando foi introduzida a este campo no Canadá. Conta que veio para a Universidade de Coimbra “há 5 anos e escolhi-a porque sabia que nela já era desenvolvido este tipo de investigação e contava com pesquisadores de diversas partes do mundo”.

A investigação em curso envolve 32 pesquisadores de 31 instituições, distrubuídas por 18 países do mundo. Seena Sahadevan acrescenta que os colegas de trabalho são muito colaborativos. Enaltece ainda que “agora pode-se pedir a muitos cientistas pelo planeta para contribuírem com a recolha de informações e dados”, algo possível “pela facilidade da comunicação nos dias de hoje”, conclui. A cientista destaca que “a maior dificuldade está na recolha de informações no Alasca, cuja região não possui muitas pesquisas neste tema”.

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