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Ensino Superior

Alunos internacionais sentem o seu desempenho valorizado

Hugo Guímaro

Estudantes refletem sobre dificuldades de integração. Contudo, valorizam o espírito académico vivido. Por Carolina d’Oliveira

Decorreu na passada semana a cerimónia de entrega de bolsas de mérito destinada a alunos internacionais da Universidade de Coimbra (UC). Com a atribuição deste prémio, os estudantes ficam isentos do pagamento de propinas. De forma a atrair alunos estrangeiros, a UC dá a oportunidade de estes se candidatarem a uma bolsa de mérito, desde que tenham uma nota de candidatura igual ou superior a 16 valores.

            Segundo Beatriz Laschi, uma das 40 estudantes premiadas, que frequenta a Licenciatura em Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da UC (FLUC), “o prémio não é propriamente um diploma, mas antes um certificado”. “Para além disso, o prémio corresponde ao custo de um ano de estudo na UC, que, para estudantes internacionais, é 7000 euros.”, acrescenta.  A estudante da FLUC reconhece que esta bolsa é uma recompensa do seu esforço pois “é bom receber prémios, mas é ainda melhor quando se recebe uma retribuição pelo esforço”. 

            Letícia Moro, aluna premiada também da Licenciatura em Estudos Artísticos, afirma que este prémio é “um mérito ligado ao seu percurso académico”. Representa ainda, segundo a mesma, “uma forma de aliviar os valores das propinas e os investimentos feitos para poder pagar as mesmas”. Para a estudante, é um “reembolso de todo os financiamentos feitos até agora”.

            Beatriz Laschi aponta alguns desafios da sua integração na UC como a língua e o clima. Conta que, no seu primeiro semestre, sofreu “um pouco porque, por incrível que pareça, a língua é um desafio”. Admite também que sente dificuldade na “adaptação ao frio”. Apesar das dificuldades, afirma que, antes da sua chegada, já contava com estas. No entanto, não tinha ideia “do quão positivo seria” a sua experiência na UC.

Letícia Moro partilha da mesma opinião. A língua, para a aluna da FLUC, é um desafio nos primeiros tempos e acrescenta que sente falta de inclusão social. Não só por parte da comunidade portuguesa mas, também, da Universidade. “Não existe esse meio de inclusão social. Algumas associações fazem isso, mas da parte da universidade não existe essa iniciativa”, declara. O espírito académico vivido em Coimbra é, para Letícia Moro, um dos principais aspetos positivos de estudar em Coimbra. Segundo a estudante, esse ambiente deve-se “porque a cidade toda respira em prol desse espírito” .

Para Letícia, existe um aspeto que une os alunos premiados: “caminho bem cuidado e delineado do que se quer e como fazer, organização e atingir esse objetivo”. Beatriz Laschi revela ainda a importância que este evento teve para ela enquanto estudante. “Passar por aquelas salas da Faculdade de Direito dá uma sensação de importância, assim como conhecer o vice-reitor”, revela. 

Com Maria Francisca Romão

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