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Desporto

Estatuto atleta-estudante alargado ao resto do país

André Crujo

Estatuto não é novidade em Coimbra mas permite definir aspetos a melhorar. Dinâmica do desporto universitário e da vida académica são os focos. Por Samuel Santos

Na passada quinta-feira, dia 24 de janeiro, foi aprovado pelo governo português o estatuto atleta-estudante, que salvaguarda os direitos dos estudantes que praticam desporto universitário. Entre os vários pontos, é contemplada a integração destes estudantes na época especial de exames, o adiamento na entrega de trabalhos e a justificação de faltas. Na política desportiva da Universidade de Coimbra (UC) e da Associação Académica de Coimbra (AAC), este estatuto vigora desde 2008.

O secretário-geral do Conselho Desportivo da AAC (CD/AAC), Miguel Franco, considera que este passo é “uma vitória nacional”. Por sua vez, o vogal da Direção-Geral da AAC (DG/AAC) para a política desportiva, Renato Silva, assume que a academia “estava um passo à frente a nível nacional, a nível de condições e direitos” para estes estudantes. Ainda assim, considera fundamental “melhorar a captação de atletas universitários”, de modo a dinamizar a fixação dos mesmos nas secções.

Apesar de o estatuto atleta-estudante ser uma realidade em Coimbra há uma década, existem ainda arestas por limar. Miguel Franco julga ser essencial “fiscalizar a implementação e o cumprimento do estatuto”, de modo a que “todas as partes respeitem os direitos consagrados”. O coordenador do Gabinete de Desporto da UC, Mário Santos, lembra que deve existir um trabalho de conhecimento dos regulamentos. O dirigente na área do desporto universitário ressalva a importância de o estatuto “não ser confundido com o dos atletas de alto rendimento”, integrados no desporto federado.

O secretário-geral do CD/AAC recorda os esforços pioneiros da Universidade de Coimbra e da Universidade do Minho, assim como dos politécnicos das regiões, no sentido de promover a reflexão e criação destes estatutos. Miguel Franco frisa que a decisão do governo “é importante para o desporto universitário”, pois, acrescenta, é um alerta de que Portugal “não vive somente de desporto federado, mas também de desporto universitário”.

Renato Silva defende que a carreira dos atletas deve continuar a ser promovida. “A carreira desportiva não dura para sempre, deve haver uma segunda opção”, reitera. Miguel Franco não tem dúvidas dos benefícios da aprovação do estatuto atleta-estudante na dinâmica académica nacional. “Este é o passo para que outras universidades e politécnicos invistam no desporto universitário”, conclui o secretário-geral do Conselho Desportivo da AAC .

Até ao momento, não foi possível obter declarações da Federação Académica do Desporto Universitário.

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