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Desporto

[II Liga] AAC vs Varzim – Os estudantes, um a um

Na quarta vitória seguida da Briosa, Paulo Sérgio Santos viu um jogador que lhe fez lembrar o ex-jogador Jimmy. Aproveitou o momento para deixar um apelo à claque e, ainda, para recordar um momento Stevie Wonder.

Peçanha – 6

Um guarda-redes ter um seis como nota significa que não fez nada de transcendental, normalmente numa ótica negativa. Mas desta vez, para o ancião da Briosa, é apenas o reconhecimento que apenas teve de se aplicar a sério logo no início da partida.

Traquina – 7

O Traquina de sempre, versão lateral direito. Na semana passada parecia aqueles Dacia, que ninguém dá nada por eles, motor Renault sob uma carroçaria duvidosa. Mas hoje assumiu-se como um utilitário de pleno direito, artilhado de todos os extras. O lateral-esquerdo poveiro que o diga, que ainda deve estar à procura dos seus rins, depois de ter sido atropelado aos 49’.

Mike Moura – 6

A dificuldade típica de um jogador cujo pé esquerdo serve somente para subir para o autocarro. O que, sublinhe-se, não é uma crítica, mas uma constatação. E nada, pelo que já vimos, que João Alves não resolva. É apenas mais difícil fazer crescer um pé novo do que adaptar um extremo a lateral.

Yuri Matias – 8

Começou o encontro a fazer das dele. Passe à queima-roupa para Reko e um vociferar devolvido, que a bola, essa, foi para o caraças. Embrulhanço com o 31 poveiro, tipo com cabedal, para ver se nos esfregava na cara que afinal conseguia ser expulso. Mas eis que tudo muda, o ying e o yang alinhados. E o primeiro golo da partida.

Zé Castro – 7

Desta vez assumiu-se como o esteio que todos anseiam que seja. Sem redes sociais, sem passes transviados. Só uma sólida, segura e eficaz exibição. Como uma parede. Ou um muro. Sem ‘shutdowns’ ou birras.

Ricardo Dias – 6

Exibição discreta, marcada por uma excessiva colagem, principalmente em momento defensivo, a Yuri e a Zé. Talvez pelo frio, talvez pelo que quer que fosse, o certo é que, numa realidade alternativa, à custa disso, o Varzim ganhou por uma bola, com golo de Jonathan Toro logo a abrir a partida. E Dias teve 3.

Reko – 8

Ora bem… O 28 da Académica caiu no goto destes escribas. Para além de ser um tipo simpático, que já nos disse que gosta dos nossos textos (mesmo quando escrevemos mal dele – e recordamos que não lhe demos prenda de Natal), é um médio raçudo. Há um filme, “The Replacements”, com Gene Hackman e Keanu Reeves, onde há um jogador de futebol americano que quer a bola, só quer a bola. Reko é assim e foi assim, nos mais variados momentos do jogo.

Guima – 6

O dilema constante entre o que se devia ser e o que se quer ser. O 21 transparece esse sofrimento atroz a cada passo, passe, corrida, remate. É dilacerante. Guima, permite-me uma sugestão: “Counterpart”, com JK Simmons.

Romário Baldé – 6

No futebol português, são raras as histórias de um extremo de equipa pequena que singra em equipa grande. Não basta brincar na areia (e isto não é uma indireta ao relvado do Calhabé), fazer a plateia ficar abismada. É preciso constância e continuidade. Atacar e defender. Perceber, uma vez mais, que um campo de futebol não é um raio de uma cabine telefónica e ninguém vai para o Guiness Book of Records por maior número de fintinhas num jogo.

Júnior Sena – 6

Idem idem, aspas aspas. Com a agravante do cabo-verdiano, por norma, dar uma no cravo e três ou quatro na ferradura. De nada serve rematar à barra (aliás, conta muito mais para dentro da baliza) se a seguir faz um passe a queimar para a defesa e põe tudo em sobressalto. Faz-me lembrar Jimmy, mas ainda não ganhou crédito, nem de longe, para lhe chamar garça-negra.

Hugo Almeida – 8

Já todos conhecem o ‘playbook’ do 9 da Briosa. O remate forte e colocado de pé esquerdo e a rotação da cabeça, num movimento poderoso, para um cabeceamento. Contudo, como o respeitinho é uma coisa bonita, ninguém lhe faz frente. E, na realidade, perante todo aquele tamanho, alguém conseguiria?

p.s. – Mancha, amigos… Façam-me a vontade e arranjem um cântico para o Hugo. Começa a ser estranho o Djoussé ter e o Hugo não. A sério que sim.

Jean Filipe – –

Esteve lá.

Djoussé – –

Momento Stevie Wonder.

Ruben Saldanha – –

Entrou para os aplausos da praxe. A Romário Baldé. Há qualquer coisa de paradoxal nisto. Nos dois momentos. Paradoxo é sinónimo de desconchavo. Momentos desconchavados, portanto.

João Alves – 7

E vão quatro vitórias seguidas, com um futebol que começa a envolver. É assim que mais pessoas vêm ao estádio, independentemente de quem é o adversário e em que divisão joga a Académica. Para amanhã, dia em que Estoril e Famalicão se defrontam, João Alves quer que ganhe a Académica, 2-0. Queremos todos. Chamemos Juncker de volta, com ele começamos logo com um golo de vantagem.

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