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Ensino Superior

UC acolhe o primeiro Centro de Estudos Chineses de Portugal

Fotografia gentilmente cedida pela imprensa da UC

Da parceria entre a Academia Chinesa das Ciências Sociais e a UC, nasceu um novo centro de investigação. Os objetivos são o desenvolvimento de competências de compreensão do mundo chinês e o fortalecimento dos laços entre Portugal e a China. Por Clara Miranda

A Universidade de Coimbra (UC) vai receber o primeiro Centro de Estudos Chineses em Portugal. É o terceiro na Europa, os outros são em Bordéus e Helsínquia, e o 11º no mundo. Tratam-se de centros de investigação criados em parceria entre a Academia Chinesa das Ciências Sociais (CASS – Chinese Academy of Social Sciences) e instituições académicas. O organismo nasceu oficialmente hoje, no Palácio Nacional de Queluz. A cerimónia contou com a presença dos dirigentes máximos das duas instituições, do presidente da República Popular da China, Xi Jinping, e do primeiro-ministro de Portugal, António Costa.

O CASS-UC Centre of China Studies, nome com que foi registado, sublinha a ligação da UC com a China. O reitor da UC, João Gabriel Silva, refere que “a importância da China é cada vez maior no mundo atual” e que “a UC tem a obrigação de responder às necessidades do país”. Neste sentido, o reitor afirma que a UC “pode contribuir para a melhor compreensão das culturas, das relações entre elas e dos interesses que estão em jogo” através da realização de estudos e da preparação dos estudantes.

João Gabriel Silva acredita que, no futuro, os laços entre Portugal e a China se vão fortalecer “ainda mais” e que é necessário “desenvolver competências de compreensão do mundo chinês”. Como se pode ler no comunicado de imprensa, o trabalho destes Centros passa pela “organização de exposições, conferências, seminários e cursos temáticos” e pela “cooperação e promoção de projetos de investigação conjunta e posterior publicação de conteúdos académicos”.

O reitor da UC frisou que a Academia das Ciências Sociais da China se destaca por ser a “instituição mais importante de elaboração de estudos e aconselhamento do governo chinês em matérias relacionadas com as ciências sociais em sentido lato”. O Centro de Estudos Chineses vai funcionar no Colégio da Trindade a par com a recém-criada Academia Sino-Lusófona da UC. João Gabriel Silva acrescentou que este “é talvez o melhor parceiro para este efeito”.

Quando questionado sobre o porquê da criação deste Centro em Coimbra, o dirigente máximo da UC explicou que “esta é a universidade que, de longe, mais tem dedicado atenção à China nos últimos anos”. Isto reflete-se no reforço de parcerias e eventos entre a UC e instituições académicas da China, na crescente presença de estudantes chineses e no aumento da mobilidade de estudantes da UC para a China.

Sobre a “ligação ancestral” da instituição à China, João Gabriel Silva refere que “a UC foi o grande centro de ligação da Europa a este país durante vários séculos”. Afirma que esse fator se tem vindo a dissipar, mas que essa “herança histórica” é relevante, embora não seja “decisiva por si só”. O dirigente máximo da UC salienta que, ainda assim, “esta é a universidade portuguesa com mais presença na China” e que “a Academia das Ciências Sociais reconheceu esse facto”. A “história, as capacidades, o interesse, o empenho e a persistência da UC” são os fatores referidos pelo reitor como determinantes para que o Centro se instalasse em Coimbra. “Tudo isto levou a que a escolha fosse simples, nem houve disputa com outras universidades. Foi algo que nasceu e que evoluiu de forma natural, Coimbra revelou-se o lugar certo”, conclui.

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