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Ensino Superior

Listas C e D vencem a corrida eleitoral para o Conselho Geral da UC

Gabriela Moore

Candidatos apontam os motivos para a abstenção estudantil nestas eleições. Comprometem-se a trabalhar em conjunto para “melhor representar os interesses dos estudantes”. Por Vasco Borges e João M. Mareco

No passado dia 11 de dezembro, realizaram-se as eleições para eleger os representantes da comunidade estudantil no Conselho Geral da Universidade de Coimbra (CG/UC). No 1º e 2º ciclo, Rafael Duarte, da Lista C, saiu vencedor com 44% dos votos. No 3º ciclo, o candidato eleito foi Luís Bento Rodrigues, da Lista D, que arrecadou 48,6% dos votos. Em ambas as votações, a abstenção ultrapassou os 80%.

Fazer-se ouvir numa “voz limitada”

Rafael Duarte, vencedor da corrida eleitoral pela Lista C para os cargos do 1º e 2º ciclo, ultrapassa a meta convicto que “esta é uma vitória dos estudantes”. Com 618 votos de diferença para a segunda candidata afirma que o objetivo primordial da sua campanha foi cumprido. “Conseguimos com que todos os estudantes com que falámos ficassem a saber o quer era o Conselho Geral”, salienta.

O representante do CG/UC colocará em prática a sua principal proposta, que privilegia o papel das comissões de trabalho, de forma a aproximar os estudantes ao reitor. Contudo, reconhece que os cinco estudantes que representam os 24 mil alunos da UC têm “uma voz limitada” dentro dos 35 membros do CG/UC. “Temos 5 lugares para estudantes e temos 8 faculdades. Não dá sequer para ter um aluno de cada faculdade no órgão”. Sublinha que, assim, dificulta-se o trabalho de representar ao máximo aquilo que são os interesses e as dificuldades dos estudantes da Universidade .

Este é um dos motivos para qual Rafael Duarte defende a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior. Apoia também a hipótese de alterar os ‘timmings´ das eleições para o CG/UC e Direção Geral da Associação Académica de Coimbra, de modo a evitar um mês tão concorrido no que diz respeito a processos eleitorais.

O cabeça da lista P, João Ferreira confessa que já contava com o desfecho da eleição. Manifesta a vontade de “passar do papel à prática” e assume que já contactou os restantes candidatos eleitos para esse fim. Desta forma, realça a importância do diálogo em prol do trabalho mútuo em nome dos estudantes.

João Ferreira revela um sentimento de tristeza para com o Conselho Eleitoral, que “não dá a importância necessária a estas eleições”. O candidato considera “inadmissível” o facto de haver somente uma urna para o Polo I e outra no Polo II, devido à discrepância geográfica entre os departamentos.

O ponto de vista de João Ferreira é conivente com a visão de Daniela Rosa. A candidata da Lista D afirma que o número limitado de urnas condiciona a participação dos estudantes que, aliado ao número de eleições ocorrentes no mesmo período, resulta num elevado número de abstenção.

Apesar de não ter atingido a maioria dos votos, Daniela Rosa continua a erguer a principal bandeira da sua candidatura. Compromete-se, assim, a perpetuar a defesa das problemáticas estudantis e a resolução das mesmas no Conselho Geral da UC.

 

“Pacificar a academia e superar a minoria”

As eleições para o 3º ciclo, disputadas entre Luís Bento Rodrigues, representante da Lista D, e Marcela Ochoa, da Lista M, foram marcadas por uma grande competitividade eleitoral. Apenas sete votos diferenciaram os dois candidatos, sendo que o mandatário da Lista D saiu vencedor.

Luís Bento Rodrigues reconhece que a vitória é o fruto do trabalho realizado nos últimos dois anos. Assume que o contacto com o futuro reitor é a chave para abrir a porta da implementação do seu programa eleitoral, com o foco “na melhoria da investigação, na questão da internacionalização e inclusão na UC e na empregabilidade”.

As propostas apresentadas por Luís Bento Rodrigues e Rafael Lopes apresentam semelhanças, como a importância da investigação para os estudantes da UC. Deste modo, os representantes da comunidade académica no CG/UC “devem trabalhar em conjunto para que possam ser mais eficazes”, reitera o mandatário da Lista D.

O Conselho Geral é o órgão com maior poder de decisão dentro da UC. É composto por 35 membros, dos quais cinco representam os estudantes (os alunos de licenciatura e mestrado têm quatro representantes e os alunos de doutoramento um). Esta realidade não é alheia a Luís Bento Rodrigues. O representante eleito do 3º ciclo lamenta a pouca representatividade dos estudantes. Apela também à união entre si e os seus pares, de modo a “pacificar a academia e superar a minoria no CG/UC”.

Marcela Ochoa, da Lista M, saúda todas as pessoas que se reviram na sua candidatura. Admite que não esperava “um resultado tão satisfatório” e adianta que a dificuldade de acesso dos alunos do 3º ciclo, “que estavam em trabalho de campo e em fins de estudos”, ditaram o resultado. “Os estudantes são investigadores, eles deveriam ter direito a votar mesmo que não estivessem fisicamente presentes”, defende.

A candidata assume que o seu plano eleitoral pautou-se pela resistência. Garante que, enquanto aluna e cidadã, vai continuar a lutar pela defesa das causas estudantis. “Já temos alguns projetos para levar as propostas que estavam dentro do nosso programa”, afirma.

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