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Ciência & Tecnologia

José Fanha: “Literatura é ir à janela da vida”

Julia Peccini

Poetas como Manuel Alegre, Ary dos Santos e o heterónimo de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, inspiraram a composição poética de José Fanha. Formado em Arquitetura, foi no ensino, na literatura e na poesia que se ocupou. Por Julia Peccini

O Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, acolheu a conferência “A poesia da ciência, a ciência da poesia”, proferida por José Fanha. No âmbito do programa de comemoração 10 anos | 10 figuras, o autor foi o primeiro convidado do colóquio de ontem, dia 12 de dezembro.

Com mais de 50 livros infantis publicados, o escritor dedicou–se em especial à literatura e poesia. Com o intuito de manifestar a importância do ensino pela leitura para o crescimento do aluno, destaca–se por ser um dos poucos poetas portugueses a realizar programas de visitas às escolas. “Literatura é irmos à janela da vida e tentar imaginar como a outra pessoa olha para o mundo”, acrescenta o escritor.

Através de exemplares como “Poesias Completas”, de sua autoria, José Fanha declamou poemas nos quais transparecem as suas ideologias e um pouco da sua vida pessoal. Ressaltou ainda que a queda da ditadura, com a imagem dos cravos nas espingardas dos soldados, foi o momento em que começou a analisar a relação entre poesia e ciência. Segundo o autor, “são dois olhares para a vida”.

A analogia entre poesia e ciência foi posta em destaque por José Fanha, que, ao mesmo tempo, explicou e colocou as semelhanças entre os temas. “A ciência olha para a realidade da mesma maneira que o poeta olha”, comentou. Ou seja, a poesia utiliza a escrita, enquanto a ciência usa as formas e os diferentes instrumentos para demonstrar uma mesma realidade.

Portanto, no livro “Entre estrelas e estrelinhas”, o autor juntou–se com Daniel Completo para realizar uma obra direcionada ao público infantil. Formada por canções e poesias, a obra desenvolve através de versos com teor científico o pensamento crítico das crianças. Na opinião de José Fanha, com perguntas e a busca por respostas, visualiza-se o papel da escrita frente à imaginação para além da disciplina que a mesma proporciona.

“A escrita e leitura são absolutamente fundamentais para o estudo das pessoas”, conclui.

 

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