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Desporto

[II Liga] Académica vs Famalicão – os estudantes, um a um

Saul Denofre e Gabriella Kagueyama

Paulo Sérgio Santos, com o Natal à porta, resolveu entrar pelo dois em um, analisar e dar prendas, algumas delas bem complicadas de encontrar, aos jogadores e treinador da Académica.

Ricardo Moura – 5

Uma experiência inesquecível, um fim-de-semana para dois guarda-redes num centro de estágio à escolha. De Ricardo para Ricardo.

Brendon – 4

Uma viagem a Londres. Não são baratas nesta altura do ano, mas deve aproveitar o período pré-Brexit para visitar a capital britânica, em especial o estádio de um clube já treinado por Mourinho e Scolari. Lá mora Ivanovic, uma das últimas boas adaptações de central a lateral. E o burro sou eu?!

Joel Ferreira – 5

Nélson Pedroso’s Finest Moments. Uma coletânea de tortura para que nunca nos esqueçamos que, por pior que a vida possa parecer, há sempre um buraco maior.

Yuri Matias – 4

Um mês de aulas de yoga. A calma resultante de uma respiração mais profunda e bem conseguida, renovando o ar dos seus pulmões, pode vir a revelar-se profícua em mais finais de jogos doravante. E na beleza de deixar de ter o estigma de apostar nele para uma expulsão.

Zé Castro – 4

“Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us” (Daniel H. Pink). Se tem a carreira que tem, se é internacional português (ainda que apenas numa partida), tem de fazer algo mais. O livro é da área financeira, mas talvez o título seja suficiente: Zé, o que te motiva? Ou melhor, o que poderia motivar a Académica?

Ricardo Dias – 7

Estou aqui indeciso entre uma batuta e um megafone. Ou um meio-campo novo. Está a voltar ao Ricardo Dias que conhecemos na época passada, e que, embora eu admita que não sei muita coisa, teria lugar de caras em muitas equipas da primeira liga. Agora… Primeiro, devia não ter contribuído para o descalabro final (aquele cartão amarelo, como o de Marinho, foi desnecessário) e, segundo, urjo a que fale com João Alves e peça colegas novos. Ou tática. Ou processos de jogo. Não pode é, constantemente, a cada vez que vai bater um livre, ficar a ver que ninguém se mexe para o que quer que seja.

Rúben Saldanha – 4

Dois papéis autocolantes, um a dizer esquerda e o outro direita, para colar nas chuteiras. Não consigo pensar noutra justificação para a quantidade de passes transviados, mal medidos e fracos a que perdi a conta. Não admira, pois, que o seu ponto alto tenha sido um cabeceamento à barra. Se tivesse sido com os pés, alguém ainda estaria, por esta hora, à procura da bola no Norton de Matos.

Jean Filipe – 4

Gosto de reaproveitar coisas que já escrevi, principalmente quando não as escrevi há muito tempo e continuam a fazer pleno sentido dentro do absurdo do que descrevem: «Diretamente da saga “Veio emprestado não sei de onde, mas é melhor o que quer que seja do que defesa direito”, este jovem de aspeto nominal franco-português é o apogeu da indecisão futebolística que paira nalgumas mentes que polulam por cá». Para ele, natural de Toledo, no estado do Paraná, “What Color Is Your Parachute? 2018: A Practical Manual for Job-Hunters and Career-Changers”. É capaz de vir a dar jeito, e não apenas como suporte para algo.

Romário (Baldé) – 6

Again: «A utilização de nomes de jogadores famosos não confere superpoderes. Se assim fosse chamar-me-ia Ronaldo Bebeto Romário Baggio Eusébio Preud’homme Gaúcho van Basten e pertenceria à realeza futebolística. Repetir cem vezes para ver se entra na cabeça». Apesar disso, foi dos melhores em campo, mas não chega. Eu também fui uma vez, nos Jogos de Coimbra, no antigo pavilhão da PT. E não fui longe na minha carreira futebolística. Portanto, a minha prenda seria uma ida ao Registo Civil para a eliminação de Romário. Há nomes que pesam. Também há muitos Baldés no futebol, mas assim ainda vai a tempo de ser o maior por si só.

Júnior Sena – 5

Da mesma forma que Romário pode ser intimidante, Júnior terá a capacidade de manter a pessoa que usa o nome num constante estado de idade extremamente jovem. Os adversários olham para ele com a condescendência de quem acha que ainda tem muito a aprender. E tem: a passar decentemente (aparenta sofrer do mesmo problema de Rúben Saldanha) e a desperdiçar menos, principalmente quando vai isolado para a baliza adversária. Como não estamos em altura de tanto desperdício, pode partilhar com Baldé a ida ao Registo Civil. Entretanto, vou ver se arranjo o contacto da amiga do Éder (o Jean Filipe já tem as luvas).

Djoussé – 4

Uma viagem no tempo. O camaronês parece aquela malta que encontra a estabilidade e deixa-se relaxar – um contrato de dois anos, no futebol, faz disso. O regresso ao passado seria para terminar a carreira depois da melhor época da sua vida, com o manto negro vestido.

p.s. – espero sinceramente que, tal como no início da época passada, em que disse que não era ponta-de-lança para a Académica, Djoussé me volte a calar no que resta desta época.

Marinho – 4

Calma. É daquelas prendas que gosto de dar, mas que frequentemente se encontra esgotada em praticamente todo o lado. Como realidade, outra raridade nos dias que correm. Mas para o pequeno herói, que o será sempre, para milhares de academistas, é mesmo calma nesta fase da sua carreira. Nada vai apagar o que está para trás e, para a frente, do que ouço, há muitos que contam contigo, Marinho. Lidera, mesmo que do banco. Lidera quando entras em campo, que o resto da malta segue-te e fica nervosa se estiveres nervoso. E um ponto na mão é melhor que nenhum.

Reko – 0

A conversa típica: “Portaste-te bem no último jogo contra o Porto B?” Possivelmente não, que depois de ter sido dos melhores em campo na partida anterior a essa, a da única vitória da Académica em casa até ao momento, foi para o banco numa noite gélida. Portanto, não há prenda para o Reko.

João Alves – 5

Realidade. Havia uma promoção, um ‘pack’ em conjunto com calma e pensei que pudesse vir a ser útil. E veio. João Alves tem surpreendido com uma Académica a apresentar um futebol digno de voos mais altos, apesar das inerentes limitações (a ausência de outro ponta-de-lança no banco, por exemplo, é sintomática). Mas tendo a gostar mais dos treinadores que analisam tudo, que não se escondem atrás de chavões, porque o futebol só ganha com isso. E ignorar que a Académica joga sobre brasas em casa, ainda que só tenha liderado três desses jogos, não é bom. Por norma, os jornalistas colocam as perguntas necessárias – se a Briosa tivesse empatado, talvez a conversa tivesse sido outra.

Pessoas que não têm nada para fazer numa segunda à noite, às 22h30 – 0

Desacatos. Provavelmente algo que é, de forma triste, inerente ao futebol. Sair do estádio e ver isso faz pensar que, de facto, há pessoas que gostam da confusão pelo prazer que tiram disso. Não vale a pena entrar aqui em discussões circunstanciais se a culpa poderá ter sido das forças policiais, como alguns adeptos gostam de defender, porque, em última instância, nunca vi um polícia a usar o cacetete assim que os adeptos, incautos, saem do estádio. E sair por cima de uma discussão, ter calma, ser superior, isso sim, são atributos de Homens. Que não foi o que vi.

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