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Cultura

GEFAC ensina Baile Mandado dos Açores

Fotografia gentilmente cedida por GEFAC

Oficina focalizada na Chamarrita apresenta-se como oportunidade para contactar com tradições das ilhas do Atlântico. Do Pico a Coimbra, pessoas de todas as idades aprendem a cadência da dança. Por Lívia Stamato

O Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC) realiza a Oficina de Danças Açorianas, conduzida pela professora de danças tradicionais Ana Silvestre. O trabalho vai estar focado na típica dança Chamarrita, baile mandado tradicional das ilhas dos Açores. O evento decorre durante este fim de semana, em quatro sessões.

A Chamarrita é uma dança tradicional de algumas ilhas dos Açores em que os bailarinos seguem as ordens de um mandador. Em cada região, as formas de cadência e mandos são diferentes. Os executados na iniciativa são baseados na prática da ilha do Pico.

Para Ana Silvestre, a maior dificuldade para aprender encontra-se justamente aí: “os trejeitos e a forma como a palavra é dita determinam se uma roda se fecha ou abre, se os bailarinos dançam a dois ou se trocam de pares”. Assim, o ‘workshop’ serve para “dominar as bases do código”. A oficina conta com vídeos e materiais escritos como apoio para memorização e treino, mas tem o foco principal na prática para “treinar o corpo e aprender a cadência”, ressalva a professora de danças tradicionais.

Para Carolina Rocha, coordenadora do GEFAC, a iniciativa, que não é inédita, só tem a oferecer ganhos para o grupo. “É uma oportunidade para quem ainda não teve contacto aprender e para quem já está por cá relembrar”, opina.

A oficina está aberta para quem deseja participar, mas as inscrições são limitadas. Para Carolina Rocha, a iniciativa vai ao encontro dos objetivos do GEFAC, o de estudar, manter e difundir a cultura e as tradições portuguesas. “Representa uma boa oportunidade para ter contacto com estas manifestações”, acrescenta.

Ana Silvestre frisa que, embora esta dança possa parecer muito complicada e que requeira muito esforço e treino, “pode ser executada por qualquer um que tenha a vontade e disponibilidade”. Por fim, a professora reforça que a dança nos Açores é bailada por pessoas de todas as idades, tal como é o objetivo. “Basta estar lá, no momento, para se aprender”, conclui.

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