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Ensino Superior

Discussão de traumas em contexto de crise, desastre ou catástrofe rege debate

D. R.

Consequências das alterações climáticas, revoluções digitais e avanço do populismo são temas que se entrecruzam na iniciativa do CES.  Prevenção dos impactos em análise por especialistas. Por Júlia Lopes

O ciclo de conferências do III Curso de Formação em Psicotraumatologia, promovido pelo Centro de Trauma do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES), encerra no dia 15 de dezembro às 14h no Auditório do Hospital Militar de Coimbra. O debate “Ameaças em Curso: Traumas Anunciados?” vai contar com a presença dos oradores Carlos Fiolhais, Helena Freitas, Manuel Loff e Anabela Mota Pinto que vão discutir “questões relativas às crises atuais que podem mesmo transformar-se em traumas futuros”, comunica a coordenadora do Centro de Trauma do CES, Luísa Sales.

“O Centro de Trauma é uma unidade do CES que propõe estudar as consequências, em termos de trauma psicológico, de crises, desastres e catástrofes”, explica Luísa Sales. O evento pretende expor a visão dos quatro especialistas e promover um fórum de discussão sobre as diferentes adversidades. Alterações climáticas, o avanço dos populismos, a longevidade da população – que tem vindo a aumentar – e questões de inteligência artificial e digitalização, bem como as consequências de todos estes fenómenos, vão ser debatidos no ‘workshop’ aberto, mediante inscrição prévia.

A coordenadora do Centro de Trauma do CES conclui que “o público-alvo é constituído por todas as pessoas que de alguma forma possam interessar-se  por estas matérias, que levantam incógnitas a propósito das crises atuais e da melhor estratégia para lidar com estas no futuro”. Não só quem está a terminar o curso de Psicotraumatologia é convidado: o evento abre-se a todas as pessoas que se interessem pelo assunto.

O curso de Psicotraumatologia tem como objetivo expor os conhecimentos básicos sobre o que é um acontecimento traumático, sobre as suas particularidades, repercussões neurofisiológicas e psicológicas. Procura ainda elucidar os participantes sobre a forma de intervir e reagir a essas situações. “Propõe-se com este curso formar pessoas e motivá-las a pensar e aprender sobre o tema”.

De acordo com Luísa Sales, o comum é toda a população mundial sofrer algum dia um acontecimento potencialmente traumático. A maioria das pessoas consegue lidar com o problema sem adoecer. Contudo, “uma minoria relevante adoece de uma forma dolorosa e grave”, afirma a coordenadora. Acrescenta que a situação afeta a pessoa doente, bem como “a sociedade onde esta se insere”.

Os oradores, pertencentes ao mundo académico  das Universidades de Coimbra e do Porto possuem também experiência fora do espectro universitário. Desta maneira, os conferencistas vão potenciar uma discussão alargada que permitirá “leituras mais amplas sobre o assunto”, conclui a coordenadora do Centro de Trauma do CES.

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