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Cultura

Bandas Emergentes aquecem manhã fria na Baixa de Coimbra

Nino Cirenza

Pinhata e ‘Defrosted Pork Chops’ proporcionaram momentos musicais num ambiente intimista. ‘Blue House’ e APBC co-produzem o evento. Por Júlia Fernandes e Beatriz Furtado

O início do primeiro dia do “Emergentes 2018” decorreu na Praça do Comércio número quatro, na Baixa de Coimbra. Ainda decorriam os ensaios e já se juntavam pessoas curiosas à porta do antigo espaço comercial. Ao entrar, era notável o ambiente rústico, um espaço pequeno de madeira onde as únicas fontes de iluminação eram a luz natural e pequenas lâmpadas atrás do palco. Assim foi criada a atmosfera acolhedora para os concertos das bandas Pinhata e Defrosted Pork Chops.

Ao som dos primeiros acordes, Ricardo Jerónimo, membro da Agência e Produtora ‘Blue House’, conta como se deu a parceria com a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC). “Queriam fazer algo diferente ligado à música contemporânea, com jovens da cidade e oferecer algo novo às pessoas”, explica. Ricardo Jerónimo lembra que a escolha da data “não foi ao acaso”, dado que esta é uma época de grande movimento e coincide com a programação de natal da APBC.

A ‘Blue House’ já existia como estúdio. No entanto, a parte do agenciamento é algo recente, que pretende dar oportunidades a bandas em princípio de carreira. Segundo o membro da produtora, “Coimbra tem músicos no ativo há 30 anos, a ideia é ligar esta geração aos artistas mais jovens”. Ricardo Jerónimo ressalva a vontade de dar continuidade ao evento nos próximos anos, de revelar bandas emergentes em locais temporariamente encerrados na Baixa de Coimbra.

Pinhata: uma caixinha de surpresas

De forma descontraída, o público assistia em tapetes estendidos no chão, próximos da banda, à atuação. Com influências da música popular portuguesa, de Fausto e Sérgio Godinho, misturado com um pouco de ‘folk’, Fússas, Tálhas, Trífas e Brótas, membros do grupo, criam, num registo acústico, um som leve e divertido. Entre as músicas, com muita naturalidade, pausas para a conversa com o público promoveram uma atmosfera familiar. Observou-se, durante todo o concerto, a entrada e saída de pessoas, de todas as idades, que vinham espreitar o que ali se passava.

A banda que surgiu numa noite na Alta de Coimbra, como revela Giovani Pereira, mais conhecido como Tálhas, o guitarrista dos Pinhata. “Nós viemos da alta, quando era fixe sair lá, aprendemos muito aí e nas repúblicas”, recorda. O guitarrista explica o caricato nome da banda. Tálhas considera que “muitas coisas não são imediatas, tem de se bater na pinhata para os rebuçados saírem”. Giovani Pereira recorre à gíria popular para definir a música do grupo. “À primeira estranha-se, depois entranha-se”. De momento, estão a produzir o álbum “Psicotia”, com lançamento previsto para o início de 2019.

Fotografia por Nino Cirenza

‘Defrosted Pork Chops’: uma mixórdia de estilos

O ambiente informal manteve-se quando o segundo grupo subiu ao palco. Com influências de ‘rock’ psicadélico, ‘folk’, ritmos africanos e até música eletrónica, deram a conhecer quatro músicas originais. O vocalista, Diogo Jesus, e o baterista, Rui Pedro Martins, contam que a banda surgiu “no Moelas às 4h30 da manhã”. O que lhes dá mais prazer é se “divertirem e criar uma boa sensação no público”, confessam.

Quando questionados sobre os apoios e incentivos disponíveis a jovens bandas locais, o baterista lamenta que “muitas iniciativas não só não aproveitam, como desprezam bandas” que estão a dar os primeiros passos. Para Rui Pedro Martins, “dar profissionalidade, cachê e boas condições” são formas de ajudar novas bandas a crescer e a incentivar mais jovens conimbricenses a seguir este percurso. O álbum de estreia “Greatest Hits” é esperado para o novo ano.

Fotografia por Nino Cirenza

No final dos concertos, o espaço exterior da Praça do Comércio número quatro foi palco para a troca de impressões e sorrisos. O “Emergentes 2018” regressa no próximo sábado, dia 22 de dezembro, noutros espaços da baixa citadina, com diferentes artistas de Coimbra.

Fotografias por Nino Cirenza

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