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Desporto

AAC vs Leixões – Os estudantes, um a um

Entre temperaturas que pareceram quase negativas e cotovelos voadores não identificados, Paulo Sérgio Santos viu mais uma vitória da Académica, saída da vontade de um treinador que pode vir a fazer um milagre.

Ricardo Moura – 6

Depois de Peçanha, há algumas semanas, ter defrontado a sua antiga equipa, agora foi a vez de Ricardo Moura. A lógica parece clara e padece apenas de confirmação científica. A haver uma tendência, a Académica contratará Daniel Fernandes, para que ele possa defrontar o Farense, dentro de sete jogos.

Convém também deixar de fazer jogos em horário matutino no Cidade de Coimbra. Hoje estariam uns 12º ao sol, menos uns quantos à sombra, o que explica o congelamento cerebral do número 41 aos 65 minutos.

Brendon – 6

Marcou o primeiro da partida, à passagem dos 10’. Daqueles golos que os treinadores normalmente classificam como um azar do caraças, utilizando a metáfora do bilhar: “às três tabelas”. Para compensar, deixou um tipo do Leixões centrar para o empate e, pouco depois, resolveu testar a dureza da sua caixa craniana – os internos de Neurologia do CHUC agradeceram.

Mike Moura – 6

Depois da estreia a lateral esquerdo frente ao Mafra, a reedição caseira. O início raçudo mostrou ao que veio: Mike esteve sempre disposto a levar com os cotovelos adversários numa qualquer zona do pescoço para cima. De consistência mais resistente que Brendon (contei, pelo menos, três vezes que foi ao chão), acabou o jogo a coxear.

p.s. – até um lateral direito adaptado é melhor que ter o Nélson Pedroso.

Yuri Matias e Zé Castro – 5

Fazem a dupla perfeita. Tiram vezes para se chatearem com os colegas e com o árbitro (embora não seja difícil alguém aborrecer-se com Carlos Xistra) e são igualmente profícuos na (ausência de) marcação: no golo do Leixões, na zona de Yuri apareceu Zé, sem quaisquer resultados práticos.

Ricardo Dias – 6

Antes do jogo vi Fernando Alexandre e senti saudades de tardes no Calhabé a ver o camisola 6 levar a sério tarefas de lenhador. Mas quando ele disse ao funcionário que não subia já porque ainda tinha de ir ao balneário, pensei que nem tudo estaria perdido. Imagino a conversa com Ricardo Dias: “Tens de distribuir lenha, pá”. Assim foi.

Reko – 6

Oito de alta rotação, o ex-gilista foi das melhores contratações desta época, em especial porque Guima decidiu regredir. Nem sempre as coisas correm bem, mas é um gajo atento: aos 16 minutos ficou no chão a contorcer-se e a receber carinhos de Ricardo Dias e Jean Filipe, para que Romário trocasse de chuteiras.

Jean Filipe – 5

O brasileiro camaleão, que se mascara consoante o que João Alves lhe pede, resolveu dar uma dor de cabeça ao treinador da Académica, ao ser expulso por acumulação de amarelos. Brendon deve estar abananado para sexta, ninguém vai tirar Mike da esquerda, sob pena de para lá ir o Nélson e portanto não sobra ninguém para a direita da defesa. Aceitam-se apostas:

Traquina – 1.43

João Simões – 3.60

Diogo Ribeiro – 10.50

Extremo-esquerdo dos infantis – 15.40

Tratador da relva – 60.30

Ah, e alguém tem de o substituir no meio-campo.

Romário Baldé – 6

Invariavelmente, antes de qualquer partida no Cidade de Coimbra, a relva é proficuamente regada. Táctica mais velha do que é possível lembrar, o objetivo é lixar a vida ao oponente, fazendo-o escorregar ou sofrer com a falta de velocidade dos seus defesas. Desta feita, o tiro saiu pela culatra, dado que Baldé passou o primeiro quarto de hora a afogar os seus intentos no relvado.

Júnior Sena – 5

Desta feita foi um nove e meio, ou seja, o resultado de um acasalamento entre um nove e um dez, uma espécie futebolística rara nos dias de hoje. Agora que melhorou o acerto nos remates à baliza, é necessário fazê-lo entender para qual é que tem de jogar, por forma a não passar para trás do meio-campo e fazer asneiras.

Hugo Almeida – 5

Tinha um colega no ciclo, o Artur José. Um ano mais velho, dono de um pé esquerdo temível, sempre equipado com botas de biqueira de aço. Quando a redondinha era por ele rematada, só se podia fugir. O som dela a bater nos postes ou nas minhas pernas ou costas era seco, mas estrondoso. Hoje senti pena do guarda-redes do Leixões e lembrei-me desses tempos idos.

Traquina – 0

Faneca. Costumo usar a palavra bastas vezes, comummente com o intuito de “o que tem de ser tem muita força”. É faneca entrar no final da primeira parte e sair a meio da segunda.

Djoussé – 5

No final perguntaram a João Alves se Djoussé e Hugo Almeida poderiam atuar juntos na frente de ataque da Briosa. Entre considerações fisiológicas, o ‘mister’ desvendou que é um homem supersticioso e que o camaronês o tem ajudado a ganhar jogos do banco. Não há, então, dúvidas em relação ao próximo jogo.

Marinho – 4

Não foi a sua melhor manhã de sempre, mas entrou em campo com a fúria de um professor, decidido a que seja feita a contagem dos seus jogos como se a Académica nunca tivesse saído da primeira divisão. Como, aliás, todos dizem. Que a Académica e o [inserir o nome do clube do treinador que está a falar] são clubes de primeira. Lá para 2030, a I Liga terá um campeonato com 34 equipas.

João Alves – 7

Quando ganha vem mais bem disposto. De tom crispado, algumas vezes, mas mais aprazível e até faz algumas piadas. Foi uma opção olhada de lado, mas conseguida. As velhas raposas do futebol português ainda não perderam o jeito. As boas, claro, como Vítor Oliveira, Manuel Cajuda e, claro, João Alves.

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Fotografia: D.R.

Público – 1

Começa a ser uma tendência preocupante. Escaramuças no final, entre adeptos dos dois clubes, eram de evitar, numa partida que decorreu com tranquilidade. Pessoas, resolvam as vossas porcarias em casa, não descarreguem em cima dos demais. E, sobretudo, não sejam estúpidos ao ponto de provocar quem não fez nada ou de reagir quando se deve ter cabeça fria e ignorar.

Tempo perdido – 1

Urge, também, uma discussão séria sobre a forma como o futebol português é jogado. Sempre que alguém se apanha a ganhar e não era esperado, ou faltam 20 minutos para acabar a partida, lá vêm as “lesões”, a lentidão na marcação de livres, na execução de pontapés de baliza ou lançamentos laterais. Não admira que tenhamos os campeonatos com menos tempo útil jogado na Europa. Hoje começou por ser o Leixões e acabou a ser a Académica. Basta!

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