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Ensino Superior

18 anos na história das segundas voltas eleitorais

Samuel Santos

Estudantes são, mais uma vez, chamados às urnas na próxima semana. Destaque das principais tendências eleitorais dos últimos anos. Por Paula Martins e Isabel Pinto

O resultado das eleições para a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) ainda não se conhece, pelo que vai haver uma segunda votação nos próximos dias 17 e 18 de dezembro. Daniel Azenha, mandatário da lista C – “Contigo somos Académica”, disputa o lugar de presidente com Mariana Rodrigues, cabeça-de-lista do projeto “Atitude Preto no Branco”, lista P. Apesar de nos últimos cinco anos não ter havido segundas voltas eleitorais, esta não é uma estreia para a academia.

Para vencer em primeira volta, um candidato tem de obter maioria absoluta, ou seja, metade dos votos mais um. Daniel Azenha, embora tenha conseguido o melhor resultado, não atingiu o número necessário para poder assumir o cargo. Na contagem dos votos por envelope, bastava uma vantagem de três votos da segunda lista mais votada para que a segunda volta se confirmasse. De acordo com o artigo 39º do Regulamento Eleitoral vigente, “votam por envelope os eleitores que não constem dos cadernos eleitorais e que comprovem ser associados efetivos da AAC”. Estes são os últimos a ser contados e, neste caso, foram decisivos.

No decorrer do presente século, os envelopes mostraram-se cruciais em outras duas eleições para a DG/AAC. A mais recente, no ano letivo de 2014/2015, ficou concluída na primeira volta, após a contagem destes votos. Também em 2006/2007, a Comissão Eleitoral não pôde evitar a abertura dos envelopes, que determinou a vitória no segundo sufrágio.

O número de associados a exercer o direito de voto varia de ano para ano. Ainda que não haja uma proporcionalidade direta, a quantidade de eleitores em segunda volta tende a oscilar com o universo de estudantes inscritos em cada ano letivo. Contudo, de 2003/2004 para o ano seguinte, o número de estudantes manteve-se e os votantes aumentaram em cerca de 2 mil.

O historial de eleições mostra que a inclinação dos alunos em primeira instância se confirma na segunda fase eleitoral, o que se traduz numa vitória dupla para o candidato. A exceção verificou-se na segunda volta das eleições de 2013/2014, em que, depois de ter ficado em segundo lugar na primeira volta, o candidato da lista T, Bruno Matias, conseguiu uma reviravolta e acabou mesmo por vencer o segundo momento eleitoral, sagrando-se assim presidente da DG/AAC.

A taxa de abstenção tem ultrapassado os 50 por cento, com tendência a acentuar-se quando os estudantes se dirigem às urnas pela segunda vez. Com a polémica em torno das eleições deste ano e a última votação a dar-se na semana final do semestre, o cenário não convida a grandes mudanças.

[Artigo atualizado às 10h25 de 15 de dezembro]

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