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Ensino Superior

Visão dos candidatos à DG/AAC sobre a suspensão das eleições

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Apesar da alegada fraude, candidatos esperam que estudantes voltem a votar. Sucessores temem pela imagem da instituição. Por Mariana Nogueira e Gabriel Rezende

Após a suspensão das eleições para a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) pela Comissão Eleitoral da casa (CE/AAC), o Jornal Universitário de Coimbra – A Cabra ouviu as declarações dos representantes das quatro listas sobre as alegações de fraude eleitoral. A decisão final vai ser divulgada ainda nesta madrugada após reunião do Conselho Fiscal (CF/AAC).

O balanço da noite feito pelos cabeças de lista foi, em geral, unânime. No entanto, não esclareceram alguns pormenores pelo facto de o assunto estar sob sigilo. O candidato pela Lista A – Agitar a Academia, Miguel Mestre, começa por explicar que o balanço não pode ser positivo, “dado que se continua com problemas no cumprimento das urnas”. Já a candidata Mariana Rodrigues, da Lista P – Atitude Preto no Branco, refere que, “para perceber se o ato é ou não sanável”, o balanço oficial tem que ser emitido pelo CF/AAC. A questão que fica por esclarecer é se haverá ou não novas eleições. Daniel Azenha, cabeça da Lista C – Contigo Somos Académica, lamenta o facto de “não se ter conseguido apurar os resultados”.

DECISÃO FINAL DO CF/AAC

Todos os candidatos mostram-se ansiosos em obter uma resolução justa e, segundo Miguel Mestre, “o mais democrática possível”. O candidato alerta para a imagem da casa que pode ficar afetada pela polémica em que está envolvida. Daniel Azenha considera que “a vontade de todos os candidatos é perceber o que os estudantes decidiram”. Em relação à abertura das urnas, o mesmo tem “a certeza de que estas se vão abrir”.

A postulante da Lista P acredita que é necessário averiguar “não só a factualidade das incongruências, mas também se estas podem ser corrigidas em sede própria”. Contudo, assegura que a participação “dos milhares de estudantes que votaram não foi indiferente”. Já o candidato da Lista M – Mudança, Pedro Chaves, aguarda “com serenidade a decisão que for tomada na reunião”.

ALEGAÇÕES DE FRAUDE

No que respeita às alegações de fraude, Daniel Azenha começa por explicar que “a palavra foi usada indevidamente” e que, na realidade, o que existiu “foi uma irregularidade no processo eleitoral”. Mariana Rodrigues atesta que se a Associação Académica de Coimbra (AAC) se assume “democrática e transparente”, não pode existir fraude. “Enquanto estudantes, tem que se aprender com aquilo que ocorreu para que não volte a acontecer no futuro”, salienta a candidata.

Pedro Chaves garante que a sua lista não vai aceitar explicações simplórias, e defende que seja “explicado de forma ampla o que aconteceu durante o processo eleitoral”. Os candidatos não referiram os indícios para as alegadas suspeitas de fraude, mas Miguel Mestre adianta que estariam relacionados com “a discrepância de votos que existiu numa das urnas”. Este indício pode ter levado à suspensão do ato eleitoral por unanimidade dos membros da CE/AAC.

CRÍTICAS AO PROCESSO ELEITORAL

Os candidatos apresentaram críticas à organização de todo o processo eleitoral. Para Mariana Rodrigues, as reuniões “deveriam ser mais periódicas, as listas publicitadas a tempo e não existir uma data de atrasos”. A candidata considera que, “se isto for uma lição para todos, os próximos atos eleitorais vão ser mais calmos do que este”. Daniel Azenha refere que todo o processo deve “ser feito com transparência” porque erros assim “só afastam os estudantes”.

“Os horários estabelecidos nos regulamentos devem ser seguidos”, assevera o candidato da Lista A. Tanto Pedro Chaves como Miguel Mestre receiam que a imagem da AAC saia prejudicada. O candidato da lista M espera que “a decisão tomada seja a correta e que estes problemas não manchem o símbolo da AAC”. Todos os candidatos esperam que os estudantes continuem a ir às urnas e que não percam a esperança no processo democrático.

[Artigo atualizado às 14h47 de 29 de novembro]

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