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Ciência & Tecnologia

UC projeta investigação com folha de mirtilo para tratamento da Esclerose Múltipla

Miguel Mesquita Montes

Folhas de mirtilo como alternativa terapêutica à patologia. Potencial desperdiçado do fruto aproveitado na investigação. Por Bruna Cadima e Bárbara Costa

A Esclerose Múltipla é uma doença neurodegenerativa “muito prejudicial e incapacitante”, afirma Sofia Viana, uma das investigadoras responsáveis pelo projeto. As terapêuticas existentes aliviam os sintomas, como a perda de força muscular e a fadiga, e retardam a evolução da patologia. No entanto, mostram-se insuficientes, uma vez que “existem formas da doença que não são todas iguais e ainda não existe uma cura”, acrescenta a investigadora. Esta investigação “pode ser uma alternativa terapêutica, no futuro”, relata Sofia Viana.

A baga de mirtilo é, neste momento, “o único produto do qual se retira valor”, esclarece Sofia Viana. Contudo, enquanto planta medicinal, “muitas outras partes da planta são ricas em compostos bioativos”, acrescenta. Como forma de aproveitar o potencial desperdiçado da folha do mirtilo, este projeto pretende processá-la de forma a preservar os compostos bioativos que nela existem. A equipa de investigadores acredita que “os compostos da folha de mirtilo, quando processados de forma eficaz, podem atuar no Sistema Nervoso Central”.

A pesquisa é realizada por uma equipa multidisciplinar que junta a Medicina, a Farmácia, a Bioquímica e a Neurologia. Conta com a colaboração da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC), da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto e da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores de Mangualde (COAPE). A parceria dos investigadores com a COAPE serve para “patrocinar o trabalho com as folhas, enquanto subproduto agrícola”, sublinha a investigadora.

A Bolsa de Ignição atribuída pelo programa INOV C 2020 representa um apoio de 8 500 euros. O financiamento serve para “desbloquear os trabalhos que vão ser feitos no próximo ano, no sentido de averiguar a utilidade dos compostos”, esclarece Sofia Viana. O projeto ainda se encontra no início e, por isso, “os resultados que existem são apenas de caraterização das propriedades químicas da folha”, conclui a investigadora.

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