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Cultura

Primeira sessão das ‘MasterSessions’ reflete sobre a crise do cinema português

Raquel Bem

Falta de estratégia conjunta entre entidades da indústria cinematográfica nacional apontada como problema. Medidas para aumentar a rentabilidade das produções nacionais debatidas. Por Raquel Bem e Maria Monteiro

A primeira sessão das ‘MasterSessions’ agendadas para a vigésima quarta edição do Caminhos do Cinema Português decorreu esta segunda-feira na Sala do Carvão, na Casa das Caldeiras. Os debates focam os principais eixos curatoriais da programação do evento.

As ‘MasterSessions’ resultaram de uma parceria entre o festival de cinema e o LIPA-Laboratório e Criação de Práticas Artísticas. Consistem em quadros de discussão sobre o estado atual e futuro do cinema português, entre os oradores convidados e moderados pelo coordenador do LIPA, Sérgio Dias Branco. Esta primeira sessão contou com a presença de Paulo Cunha, professor, investigador e programador, Filipa Reis, diretora de cinema e Saúl Rafael, responsável pela equipa de marketing cinematográfico da NOS Lusomundo Audiovisuais.

O tema discutido foi “ A representação da crise no cinema português nos festivais de cinema europeus”. Segundo Paulo Cunha, a crise teve impacto na indústria do cinema porque “há um menor poder de compra por parte da população”. O orador acrescenta que “ a facilidade das pessoas acederem a bens artísticos é menor”. Segundo Paulo Cunha, o cinema português vive “num estado de crise permanente, de diferentes natureza e razões”.

As principais causas da crise discutida estão ligadas “à insuficiência de verbas atribuídas a cada filme e a pouca adesão da população às produções nacionais”, refere Filipa Reis. Para além disso, como refere Saúl Rafael, “não há subsídios para as salas de cinema passarem filmes portugueses”.

As principais soluções para o problema apresentado passam pela internacionalização das formas de financiamento dos filmes e a mobilização para a adesão às produções nacionais. A redução do preço dos bilhetes e a criação de salas exclusivas para o cinema português foram medidas propostas.

Através destas sessões, segundo Paulo Cunha, o Caminhos do Cinema Português prova, mais uma vez, “o seu contributo para a consolidação daquilo que é a produção cinematográfica, mas também para a descoberta de novos valores”.

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