Ensino Superior

NEFLUC/AAC promove discussão sobre Ensino Superior

Irene Reig

Propinas, residências universitárias e centralização são os temas centrais do debate. Representantes das juventudes partidárias vão estar esta terça-feira na FLUC. Por Vasco Borges e Clara Miranda.

“Ensino Superior para todos: Utopia ou Realidade?” é a pergunta-chave que marca o debate na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). A iniciativa é organizada pelo Núcleo de Estudantes da FLUC (NEFLUC/AAC) e conta com a presença de representantes das juventudes partidárias. O evento vai decorrer no Teatro Paulo Quintela a partir das 16 horas.

Na mesa de oradores vão estar António Nóbrega Azevedo (membro da Comissão Política da Direção Nacional da JCP), Luís Monteiro (deputado do BE), José Dias (presidente da JS/Coimbra), João Pedro Louro (vice-presidente da JSD nacional) e Francisco Rodrigues dos Santos (presidente da JP nacional). “Queríamos ter representatividade total do pluralismo democrático para haver um debate mais aberto e elucidativo”, explica o coordenador do pelouro da solidariedade e cidadania do NEFLUC/AAC, João Afonso.

O debate insere-se nas Jornadas da Cidadania, criadas pelo NEFLUC/AAC, que se realizam pela primeira vez em Coimbra. O objetivo é promover a reflexão da comunidade estudantil sobre os problemas do Ensino Superior (ES). Os temas centrais da conferência de são as propinas, as residências universitárias e a “centralização do ES em Lisboa e no Porto, que está a afetar várias regiões do país”, afirma João Afonso.

O responsável pela organização desta atividade sublinha que “os estudantes são importantes pela perspetiva na primeira pessoa e por lidarem com os problemas no dia a dia”. A importância do evento para a cidade também mereceu destaque por parte do coordenador. “O que está em causa deve interessar a Coimbra porque todos os anos acolhemos cerca de 24 mil estudantes e, portanto, temos muito a ganhar com o ES”, reitera.

Como resposta à questão que serve de mote ao debate, João Afonso considera que “a longo prazo podemos chegar a um ES para todos”. O responsável realça a relevância deste tipo de iniciativas para “explicar e dinamizar temas dos quais ninguém quer falar”, como a questão das propinas que “é uma luta inacabada”.

João Afonso refere que é um evento que foi “bastante refletido”, por haver “muitas pessoas desacreditadas em relação à política nacional e regional”. O tema é “sensível”, o que exigiu “cuidado” na preparação. Ainda assim, o NEFLUC/AAC não pretende que “as pessoas olhem para o evento como meio de propaganda política”, mas sim como uma forma de “elucidar o que se está a passar no ES”.

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