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Ensino Superior

Estudantes da FCTUC promovem recolha de sangue

Hugo Guímaro

Iniciativa é aberta a toda a cidade. Falta de informação leva a que a sociedade desconheça a simplicidade do ato. Por Hugo Guímaro

A doação de sangue é uma ação cívica que pode salvar vidas, dada a sua falta a nível nacional. Todos os dias existem oportunidades para o fazer e, na próxima quarta-feira, pode ser mais uma. Os Núcleos de Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) do Pólo I promovem uma recolha de sangue no Átrio das Químicas, junto ao Departamento de Física. Este evento conta também com o apoio do Instituto Português do Sangue e Transplantação de Coimbra (IPST), que vai fazer a recolha do sangue, das 14 às 20 horas.

A ação surgiu da ideia de Cláudia Silva, colaboradora do pelouro de intervenção cívica do Núcleo de Estudantes do Departamento de Física da Associação Académica de Coimbra (NEDF/AAC). A estudante afirma que é dadora e, como ouve muitas vezes na televisão apelarem para esta causa, daí surgiu a iniciativa. Ilda Neves, assistente social do IPST de Coimbra, declara que para a realização desta atividade foram acordados um número mínimo de 50 pessoas. “O trabalho não se compadece se não houverem dadores, tem de haver objetivos”, esclarece.

Ilda Neves defende que é importante doar sangue porque os “dadores ficam a saber o seu estado de saúde”. Acrescenta ainda que ficam a “pertencer a um painel de dadores, ou seja, pessoas de boa vontade”. Ou seja, “o altruísmo é o mais importante, o ato transcendente de cada ser humano”. Da mesma forma, para Cláudia Silva, a importância está no facto de “poder ajudar o outro sem receber algo monetário em troca”.

Para Maria Bento, estudante de licenciatura em Biologia da FCTUC, ser dador de sangue “é um direito e um dever”. Direito porque “é algo que se tem a partir do momento que se faz 18 anos” e dever porque “as pessoas não têm noção da quantidade de sangue que é necessário por mês para um hospital”. Ilda Neves explica que há “necessidade diária de mil unidades de sangue a nível nacional” e que é devido à grande escassez existente que vão trabalhar para onde existe um maior número de pessoas. “Em Coimbra, neste momento, são as faculdades, onde jovens podem fazer a sua dádiva através do seu ato de cidadania e consciencializar as pessoas que não custa nada”, reforça a assistente social.

A colocação de uma unidade móvel junto do Departamento de Física “vai ser uma forma de alertar as pessoas que é fácil ser dador”, considera Cláudia Silva, além de que “qualquer pessoa pode tirar dúvidas que tenha”. Para Ilda Neves, as unidades móveis “empenham-se no facto de não haver instalações fixas” e assim tentar colmatar a falta de doações que existe.

“Para se doar sangue, é muito simples. Basta ir a um hospital e obter essa informação”. Maria Bento, que é dadora há dois anos, reconhece que no início foi “arrastada pela irmã” e que, na altura, “tinha receio de agulhas”. Agora fá-lo porque quer e pela “importância que é poder ajudar o próximo com uma ação tão simples”.

Também existem algumas condições para se poder doar sangue, como por exemplo, “ter idade superior a 18 anos e peso superior a 50 kg”, explica Cláudia Silva. Ilda Neves acrescenta ainda que depois da doação “deve-se ingerir muita água e não fazer grandes esforços físicos”. Para mais esclarecimentos, o IPST disponibiliza um documento com os principais cuidados a ter.

Quanto à falta de dadores, Maria Bento supõe que “a questão não é as pessoas não se importarem, mas sim a falta de informação e de divulgação”. Mas defende que “a organização de palestras nas escolas sobre esta temática podiam ajudar a combater este problema”. Cláudia Silva tem a mesma opinião e explica que, ao contrário de outras recolhas já realizadas, esta está a ter uma forte divulgação nas redes sociais. “Vai ser um evento de grande sucesso pelas partilhas que está a ter”, espera.

O evento é aberto a todos. A colaboradora do pelouro de intervenção cívica do NEDF/AAC esclarece ainda que como foi o núcleo de estudantes que teve a iniciativa, a unidade móvel vai estar junto ao seu departamento, mas que a doação é “para toda a gente, desde comunidade estudantil a turistas, público no geral”. Para finalizar, Ilda Neves apela aos estudantes para aderirem a esta causa, uma vez que “a época que se avizinha vai ser aflitiva pela falta de doações”.

Com Jéssica Gonçalves

 

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