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Ensino Superior

Debate sobre propina zero agita Faculdade de Letras

Fotografia gentilmente cedida pelo NEFLUC/AAC

Juventudes partidárias reunidas em Coimbra para discutir redução de propinas e o contexto atual do Ensino Superior. Visões díspares levam a debate aguerrido. Por Rita Fernandes e Patrícia Silva

Esta terça-feira, dia 20 novembro, o Núcleo de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (NEFLUC/AAC) dinamizou o debate intitulado “Ensino Superior para todos: Utopia ou Realidade?”. Este contou com oradores de cada uma das juventudes partidárias. O vice-presidente da Juventude Social Democrata, João Pedro Louro, não compareceu por condicionantes ao transporte. O tema central foi a redução de propinas e os limites de um Ensino Superior (ES) gratuito.

Perante um Auditório Paulo Quintela repleto de estudantes, o presidente do NEFLUC/AAC, Marco Cosme, começou por afirmar que “os estudantes interessam-se pelo futuro”. O debate contou com António Nóbrega, da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), Luís Monteiro, deputado do Bloco de Esquerda (BE), o presidente da Juventude Socialista de Coimbra (JS), José Dias, e o presidente da Juventude Popular (JP), Francisco Santos.

A discussão foi suscitada através de questões sugeridas pelos moderadores, seguidas de perguntas abertas à plateia. Os assuntos abordados foram a redução de 20 por cento do valor da propina, a propina disfarçada, a luta pela melhoria do alojamento académico e as assimetrias institucionais no ES. Em todos os temas os intervenientes realçaram o papel da Associação Académica de Coimbra na luta estudantil. “Os alunos de Coimbra têm de sair à rua e são obrigados pela sua herança histórica a fazê-lo”, defende António Nóbrega.

Quatro partidos debatem assimetrias do ES

Face à redução do valor da propina, as juventudes partidárias de matriz de esquerda vêem-na como consequência da voz dos estudantes. “A propina zero não é uma utopia, porque se viveram muitos anos em democracia sem propinas”, observa Luís Monteiro. O mesmo acrescenta que “é possível alterar a propina e a prova é que esta vai baixar”. Já o representante da JP defende a existência da propina e apresenta-se cético em relação à sua recente descida. “Seria a favor da propina zero se fosse aplicável”, considera.

No que toca à problemática das residências universitárias, José Dias afirma que esta deve ser uma prioridade para a Direção-Geral do Ensino Superior. “Este ano estão previstas 2 000 novas camas para Coimbra”, reitera o presidente da JS. “Tal é um esforço significativo comparado com o feito no passado”, sublinha. Todos os oradores apoiam um aumento e melhoramento dos serviços sociais, bem como um crescimento no número de estudantes bolseiros.

Uma das preocupações realçada foi a assimetria no ES. Chegou-se ao consenso de que estas se concretizam no distanciamento entre universidades e politécnicos, na questão geográfica, no financiamento e na oferta educativa. “É fundamental equilibrar o ES”, garante José Dias. O representante da JCP enfatiza também que “é necessário ter incentivos para os estudantes irem para o interior”.

Os tópicos de discussão resultaram em diálogos exaltados e numa participação acesa por parte do auditório. O presidente do NEFLUC/AAC moderou os ânimos ao concluir que “é intrínseco à democracia a liberdade de expressão e o conflito de opiniões contrárias”.

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