Ensino Superior

Daniel Azenha oficializa candidatura à DG/AAC na FLUC

Luís Almeida

Recordações do passado da academia como base da proposta. RJIES e Processo de Bolonha são preocupações do candidato. Por Luís Almeida

Foi esta tarde, no Teatro Paulo Quintela, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), que Daniel Azenha, candidato à Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), oficializou a sua candidatura. Antes de fazer o seu discurso, o vice-presidente do atual mandato da DG/AAC foi apresentado pelo candidato à Mesa da Assembleia Magna da AAC pela lista homónima, João Bento.

Este último começou por referir o “sentimento de pertença a uma comunidade” que os estudantes têm em relação à Académica. Quanto à AM, João Bento reforça a história da academia e a necessidade de devolver a este órgão a sua importância e trazer os alunos de volta às reuniões.

Daniel Azenha tomou o púlpito para se dirigir aos apoiantes e apresentar as suas propostas. Deu como exemplo a luta contra a revisão atrasada do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (ES) e o consequente impedimento que este causa na participação dos estudantes no governo das faculdades. Menciona que, apesar do congelamento e posterior redução da propina máxima, ainda existem “856 euros pela frente”. “Só pode haver descanso quando nenhum colega se sentir ameaçado de exclusão por questões financeiras”, sublinha.

Outro dos problemas que o estudante da FLUC aponta é a “elitização do ES”, consequente da aplicação díspar do Processo de Bolonha nos vários países europeus. Dá o exemplo da frequência de, [na UC], ser necessário adquirir bibliografia escrita pelos professores da própria unidade curricular. “É desonesto”, acusa. Por outro lado, indica uma revitalização do programa Erasmus de forma a tornar a “comunidade mais internacional e capacitada”. Por fim, reflete sobre a falta de camas nas residências e de condições nas mesmas.

“A Académica é um agente cultural, desportivo e político”, reitera o atual vice-presidente da DG/AAC. A aposta na política desportiva, no estatuto do estudante-atleta, a aproximação das secções ao desporto universitário e a importância dos núcleos na mobilização estiveram no centro do discurso. Para a cultura, Daniel Azenha fala de uma Academia Zeca Afonso. Para o desporto e para os núcleos menciona, respetivamente, a Academia Alberto Martins e a Academia Rui de Alarcão.

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