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Cidade

Casa da Esquina dá nova vida a roupa usada

Micaela Santos

A produção de apenas uma t-shirt utiliza mais água do que uma pessoa bebe em três anos. A iniciativa “Troca de Roupa!” assegura o prolongamento do ciclo de vida da roupa através de feiras de trocas, onde entre cabides cheios, pilhas de roupa, acessórios, calçado e muita agitação, mais de 70 pessoas substituíram peças que já não utilizam por outras. Por Mariana Rosa

Pessoas de todas as idades participaram no evento que decorreu ontem, dia 8 de novembro, entre as 18 horas e as 20 horas, na Casa da Esquina. O principal objetivo da iniciativa foi refletir sobre a questão: “como é que nós consumimos?”. Segundo Rute Castela, uma das organizadoras do evento, “não faz sentido comprar um guarda roupa novo todas as estações”.

O conceito da iniciativa é que as pessoas levem roupa que já não queiram ou que não gostem para que outros interessados fiquem com ela. Rute Castela afirma que “há um limite de 15 peças que as pessoas podem trazer, mas não há um limite para levar”. A única regra imposta pela organização é que as peças estejam em bom estado, “sem borboto e sem rasgos”, esclarece.

Segundo o comunicado de imprensa, são consumidas cerca de 80 biliões de novas peças de roupa por ano, o que resulta em quase 40 quilos de lixo têxtil por pessoa. Rute Castela realça o aumento do consumismo no mundo, ao referir que, neste momento, “as pessoas compram dez ‘t-shirts’ de dois ou três euros que, às vezes, só usam uma vez, sem pensarem no impacto que as mesmas têm na criança do Camboja que as produziu ou nos rios poluídos”, por exemplo. A iniciativa promove o prolongamento do ciclo de vida do vestuário através da sua troca, de modo a evitar o consumismo.

Rute Castela realça que as pessoas participam no evento “por uma questão de ativismo”. Contudo, a iniciativa também permite “poupar algum dinheiro” aos participantes. Nas próximas edições, a organizadora gostava de “alargar o projeto a quem não tem capacidade para comprar roupa”. Afirma que “há pessoas com menos posses que trazem peças ‘vintage’, que ninguém consegue encontrar numa loja, e que trocam por um casaco quente que já lhes é útil”.

A organizadora aponta a falta de vestuário masculino como um problema. “Os homens não têm quase nada porque as mulheres aderem sempre muito mais”, esclarece Rute Castela. No entanto, quanto maior for a adesão masculina, mais tamanhos e variedade vão existir.

A organizadora prevê a realização de uma nova edição no início da primavera, “quando as pessoas mudam os armários devido à mudança da estação”.

Fotografias: Micaela Santos

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