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Desporto

Secção de Atletismo sem treinador nas camadas jovens

Ana Rita Teles

DG/AAC diz não ter conhecimento do assunto. Secção e Conselho Desportivo em rota de colisão com Direção-Geral quanto à política de arrendamento e utilização dos espaços da UC. Por Samuel Santos

A Secção de Atletismo (SA/AAC) encontra-se sem treinador para as camadas de formação. A presidente da SA/AAC, Marta Lobo garante que, em relação aos escalões sénior e júnior, “a participação em competições vai continuar, com os atletas disponíveis”. Marta Lobo delineia como prioritário garantir o acompanhamento presencial para os escalões de formação, dada a facilidade de “gestão de horário nos restantes escalões através de planos de treino”.

O secretário-geral do Conselho Desportivo da AAC (CD/AAC), Miguel Franco, frisa que “a SA/AAC tinha uma estratégia que, por motivos externos, não resultou”. A vice-presidente da DG/AAC e coordenadora do pelouro de Desporto, Ana Fernandes, lamenta que “nenhum contacto tenha sido feito por parte da SA/AAC”, pelo que “a Direção-Geral pensava que tudo estava a decorrer na normalidade”. Ana Fernandes acredita, no entanto, que a falta de um treinador nos escalões de formação “é uma situação pontual, que não se vai prolongar durante a época”.

“Nem preciso de comprar sapatilhas para ir correr”

Marta Lobo recorre a esta expressão para criticar a política da reitoria da Universidade de Coimbra (UC) sobre o aluguer e pagamento de espaços, que obriga uma nova gestão económica. A presidente da SA/AAC considera que “o desporto universitário de Coimbra está a ser morto, assim como o significado da própria Académica”. Marta Lobo questiona o retorno de “honrar a camisola, treinar e fazer boa figura, quando ao fim de um mês se pagam 28 euros”. A presidente da secção de atletismo defende ser “algo mau, exigir um pagamento para utilizar os espaços da UC, para representar a própria academia”. Marta Lobo não esquece que “é preciso pagar por uma pista que está ocupada pela relva do campo do Estádio Universitário”.

Ana Fernandes, por sua vez, opina que a política da Reitoria quanto à utilização e renda dos espaços da UC “é uma medida vantajosa para as secções pois, em relação a 2016, os valores de pagamento estão mais baixos”. A vice-presidente da DG/AAC considera que “as secções desportivas atravessam um período de adaptação ao novo modelo de pagamento, o que torna diferente a gestão da época”.

No entanto, Miguel Franco defende que “a UC deve olhar para a AAC como a sua entidade parceira”. Deste modo, o secretário-geral do CD/AAC lembra, numa alusão aos escalões jovens da SA/AAC, que “os atletas da Académica de hoje são os estudantes da UC de amanhã”. Miguel Franco reitera que esta “é uma luta que não terminou”, e alerta para a urgência de “a UC contribuir para a captação desportiva”.

“Temos de encontrar uma nova solução para treinar”

A tempestade Leslie causou graves danos na Mata Nacional do Choupal, onde a SA/AAC também treina. Marta Lobo considera que a recuperação do espaço “vai demorar pelo menos, um mês”. A presidente refere que esta mata “é o local de treino de todos os atletas de distâncias, pelas condições de segurança que oferece”. Miguel Franco garante que o CD/AAC está em contacto com a Câmara Municipal de Coimbra para a resolução do problema.

A Reitoria da UC não quis prestar declarações sobre o assunto.

 

[Atualizado a 21 de outubro de 2018, às 12h06]

Com Miguel Mesquita Montes

Fotografias: Ana Rita Teles

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