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Cultura

“Parte de Coisa Nenhuma” faz parte de Coimbra

André Crujo

Projeto une dançarinos com deficiência a profissionais para espetáculo inclusivo. Superação de obstáculos financeiros conta com apoio de várias instituições. Por Júlia Bertassoni e André Crujo

Ao som do fado aliou-se a dança contemporânea, num espetáculo que almeja a inclusão de dançarinos portadores de deficiência intelectual. Criado em 2017, a continuação do projeto deu-se esta sexta-feira no Conservatório de Música de Coimbra, pelas 21h15. Com esperança de ter a casa cheia, “Parte de Coisa Nenhuma” subiu ao palco com dançarinos profissionais ao lado do grupo Korpus para a sensibilização das capacidades destes portadores de deficiência.

A coreógrafa, Diana Seabra, visou “contar uma história”, explica a coordenadora do projeto, Sara Espírito Santo. Para um dos dançarinos do grupo Korpus, Carlos Ferreira, a dança funciona como “uma chapada de luva branca”. O artista defende que a expressão corporal através da dança é algo que motiva o grupo e os faz querer aprender mais para que as pessoas consigam gostar deles. Um grande passo que se torna ainda maior com a satisfação do público que os assiste, explica.

“Estou muito contente com as pessoas que escolhemos, porque, apesar de tudo, são humanas”, declara o assistente do coreógrafa, Olsi Gjeici. Foi da constante interação dos bailarinos no palco que nasceu a relação entre os grupos. Olsi Gjeici admite a transformação dos artistas como algo que os levou a celebrarem-se, a partir do exemplo dos portadores de deficiência. “Eles ensinam-nos tanto acerca de nos aceitarmos a nós próprios”, esclarece. Sara Espírito Santo elucida que fazer jus ao mote da inclusão implica ter em conta esta população mais subestimada.

Ao crescimento deste projeto é necessário somar investimentos para garantir a sua sustentabilidade. Para além da Associação da Paralisia Cerebral e do Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra, este espetáculo teve como maior apoio financeiro o Instituto Nacional de Reabilitação. Olsi Gjeici alerta que “toda a gente sabe ser inclusiva, mas é muito diferente fazê-lo”.

Fotografias: André Crujo

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