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Cidade

Obras de requalificação avançam no Mondego

Isabel Simões

Problemas de degradação motivam empreitada no valor de 7 milhões de euros. Ministro do Ambiente considera a importação de 75% das energias fósseis uma “insanidade económica”. Por Paula Martins

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) assinou hoje, em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), um protocolo que visa dar início à nova empreitada de estabilização e requalificação da margem direita do Mondego. A sessão, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho da CMC, contou com a presença do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes.

O projeto que acaba de arrancar promete “criar uma nova vida na zona ribeirinha de Coimbra”, declara o presidente da CMC, Manuel Machado. As obras na margem direita do rio Mondego visam requalificar as avenidas Cidade de Aeminium e Emídio Navarro, edificar novos muros na zona ribeirinha e melhorar a “ciclovia entre a Mata do Choupal e o centro da cidade”, anuncia a arquiteta da obra, Joana Sobral. “A nossa intervenção vai corrigir algumas dificuldades de acessibilidade e de fluidez do tráfego pedonal, que é a nossa prioridade”, assegura.

Minimizar os impactos em caso de futuras cheias é um dos objetivos deste projeto. O ministro do Ambiente e da Transição Energética relembra ainda a impossibilidade de evitar as catástrofes, mas ressalta a obrigação de “investir na rede hidrográfica para tornar a cidade mais resiliente a essas adversidades”.

O presidente da CMC declara que “em curso estão já outras empreitadas, cujo valor ultrapassa os 20 milhões de euros”. Em comum, estas obras têm a finalidade de melhorar a relação com o rio Mondego. O protocolo hoje assinado representa “um investimento na ordem nos sete milhões de euros”, confirma.

Dependência energética face ao exterior

No decorrer da sessão também se abordaram questões relativas à excessiva importação no setor energético. “Em Portugal, 75% da energia é fóssil e importada”, lamenta João Matos Fernandes, que considera este fenómeno uma “insanidade económica”.

Para contrariar esta conjuntura, o ministro do Ambiente e da Transição Energética propõe uma forte aposta nas energias renováveis. “Por um lado, contribui de forma positiva para o défice comercial e, por outro lado, as fontes renováveis de energia não estão sujeitas à flutuação de preços do mercado mundial, o que contribui para a estabilidade económica”, sublinha.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética descreve o país como tendo grande potencial em matéria de energias renováveis e esclarece ainda que “é um erro confundir energias renováveis com rendas excessivas”. “A energia mais barata é aquela que não se gasta”, explica.

Ainda dentro deste tema, João Matos Fernandes salienta a fatia do montante que está a ser aplicada na rede hidráulica do Mondego. “Neste momento estão a ser investidos 80 milhões de euros na rede hidráulica do país e um terço dessa verba está a ser dirigida a Coimbra”, remata.

Restrições nos plásticos descartáveis

Quanto às medidas decretadas pela União Europeia, que pretendem limitar a produção de plásticos de uso único, o ministro do Ambiente e da Transição Energética garante que as mesmas já estão a ser postas em prática pela Administração Pública. “Fez ontem oito dias que foi aprovada uma resolução do Conselho de Ministros que faz com que os setores públicos deixem de usar plástico descartável, exceto a saúde, no que toca a seringas e materiais desse tipo”, afirma.

João Matos Fernandes conclui “não haver forma de, no nosso planeta, continuar a usar qualquer tipo de material por uma só vez, e no plástico muito menos”. Salienta ainda a importância de “apostar numa economia circular que prolongue o tempo de vida dos produtos”. Para que isso aconteça, o combate ao plástico descartável deve ser uma prioridade.

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