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Cidade

Motoristas dos SMTUC apelam a novo enquadramento legal da carreira

Isabel Simões

Posição diferente no início da profissão afeta admissões recentes. Resolução passa pela Assembleia da República, contrapõe presidente do Município de Coimbra. Por Isabel Simões

Em dia de greve da função pública, um grupo alargado de motoristas coordenado pela Comissão de Trabalhadores (CT) dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) fez sentir mais uma vez o seu descontentamento. Na última sexta-feira, dia 24, concentraram-se em frente à Câmara Municipal de Coimbra (CMC).

O presidente da CT dos SMTUC, Luís Amaral, explicou à comunicação social que a presença em frente à CMC tinha a ver com “carreiras, situações de trabalho e segurança para os passageiros”. O foco da manifestação “prende-se com as carreiras”, informou. O dirigente acrescentou que os motoristas pretendem ser “agentes únicos de transportes coletivos e não assistentes operacionais”, como acontece na atualidade. Conduzir um transporte público implica formação inicial na ordem dos cinco mil euros e aferição de capacidade de cinco em cinco anos, paga pelos profissionais, o que não acontece com outros assistentes operacionais, argumentou.

Com uma petição de 4137 assinaturas apresentada, há cerca de ano e meio, na Assembleia da República, na Comissão de Trabalho e Segurança Social, os motoristas dos SMTUC aguardam o agendamento da discussão pelos deputados. Apenas em Portalegre e no Barreiro existem motoristas de transportes públicos na mesma situação laboral, uma vez que na Carris, em Lisboa, e na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), os motoristas têm a questão resolvida, informou Sancho Antunes, elemento da CT.

Na concentração foram visíveis cartazes com indicação da diferença de remuneração: STCP 840 euros, Carris 852 e SMTUC 580 euros. “Acima de tudo a profissão de motorista tem de ser reconhecida”, reitera Sancho Antunes. A nível nacional estão cerca de “400 motoristas na situação de assistentes operacionais, em Coimbra estão cerca de 280”, esclareceu.

A posição de Manuel Machado

À margem da cerimónia de consignação das empreitadas de requalificação da margem direita do Rio Mondego, o presidente da CMC, Manuel Machado, reafirmou à comunicação social que a matéria só pode ser resolvida pela Assembleia da República. Segundo o autarca, a partir de 2008 com a reestruturação das carreiras dos trabalhadores da administração pública foi colocada em lei a eliminação de algumas profissões, o que no entender de Manuel Machado “determinou dificuldades” aos serviços. O presidente da CMC classificou como “um disparate” a compactação das carreiras feita na altura. Apesar de considerar como “uma injustiça” ter de admitir motoristas para os SMTUC e “não lhes poder pagar mais do que o salário mínimo”, insistiu que a solução só pode vir da Assembleia da República, com uma alteração do quadro legal.

Sancho Antunes confirmou, ao final da tarde, que a reunião marcada para a CMC para as 15 horas de sexta-feira aconteceu, mas sem a presença do presidente do Município. Até serem atendidos pelo próprio presidente da Câmara de Coimbra, ou verem a situação resolvida, os motoristas dos SMTUC pretendem continuar a promover concentrações junto aos Paços do Concelho, informou o membro da CT.

Fotografias: Isabel Simões

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