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Cultura

Igualdade de género chega à Casa da Esquina pela mão da literatura

Inês Duarte

Evento tem como objetivo dar visibilidade às minorias. Editora considera essencial valorizar outros assuntos no ativismo político. Por Bárbara Costa

Vai decorrer amanhã, dia 16 de outubro, um programa na Casa da Cultura dedicado à escrita e edição, que se vai debruçar sobre a igualdade de género. A partir das 11 horas, pode contar-se com a presença da editora da Alma Azul e responsável pela edição do projeto “Poesia da Língua Toda”, Elsa Ligeiro. Vai ainda comemorar-se o primeiro aniversário do projeto Sapata Press.

A celebração vai também prestar homenagem à ativista feminista Marielle Franco, que foi assassinada em março, e vai contar ainda com os 13 ilustradores dos posters do programa. Para além disso, pelas 18h30 ainda vai haver a oportunidade de assistir à conversa “Agora é que são elas: Mulheres editoras”, com a editora-chefe da Sapata Press, Cecília Silveira, e Elsa Ligeiro.

“Têm surgido campanhas a nível mundial em relação às questões de género que não estão de todo suprimidas”, repara a gestora e programadora da Casa da Esquina, Filipa Alves. Neste sentido, a mesma alerta que é preciso continuar a falar dessas questões, do que está mal “e do que é preciso mudar”.

Filipa Alves revela que a instituição tem interesse em acolher um evento dedicado à literatura pois “já existe alguma história de colaboração”. Como estas editoras também trabalham temas em volta do feminismo, “a Casa da Esquina identifica-se com elas”, acrescenta a gestora e programadora.

Já Cecília Silveira reforça a ideia de que decidiu criar este mesmo projeto para dar visibilidade às editoras que não tinham os seus artigos publicados, “que estão à margem desse processo editorial”, como é o caso dos afrodescendentes ou pessoas não binárias. Cecília Silveira sugere que este projeto “é uma forma de desenvolver e tornar mais pública a igualdade de género”

Em relação à conversa “Agora é que são elas: Mulheres editoras”, Cecília Silveira ressalva que, para além dos temas feministas, “é importante debater outros assuntos, como a xenofobia, o racismo ou o fascismo”.

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