All for Joomla All for Webmasters
Cultura

Crise emocional pauta a 24ª edição do Festival Caminhos

Arquivo

Fuga aos cânones clássicos do cinema marca edição de 2018. Nova Seleção “Outros Olhares” procura pensar sobre a pergunta de André Bazin: “O que é o cinema?”. Por Bruna Cadima e Mariana Rosa

Coimbra recebe o único festival que tem uma seleção cinematográfica cem por cento portuguesa. De 23 de novembro a 1 de dezembro, a 24ª edição do Festival dos Caminhos do Cinema Português divide-se por várias salas da cidade.

A temática predominante desta edição é a crise. Ao contrário de anos passados, abraça-se a crise emocional e deixa-se para trás a financeira. Outra das crises que pauta o evento é a do esquecimento do passado. O programador geral, João Pais, salienta a sessão de Terror do primeiro dia, uma novidade no festival.

“São os filmes inscritos que ditam as temáticas do Festival”, explica João Pais. Realizadores que não se conhecem e que trabalham sozinhos debruçam-se sobre os mesmos temas. As sessões organizam-se a partir dos temas trabalhados que reúnem mais candidaturas.

A receção de vários filmes de caráter mais experimental leva à criação da Seleção “Outros Olhares”, na edição de 2018. João Pais associa a importância da mesma à apresentação de “novos tipos de realizadores e de estética imagética que têm sempre de ser mostrados”. Na novidade deste ano, o Festival procura apresentar um outro olhar sobre o cinema português, a partir da pergunta de Bazin.

O público alvo é transversal a todas as idades. Através de seleções distintas, o Festival procura responder às necessidades de todos. A diversidade da programação leva ao Caminhos amantes de cinema de autor, mas também de cinema comercial. Sobre isto, João Pais afirma querer “abrir o nosso público para o maior número de pessoas e para todas as faixas etárias”.

As inscrições aumentaram de 316 para 762. Para além de Portugal, outros 65 países marcam presença nesta edição. João Pais destaca a predominância da língua portuguesa. No entanto, considera as candidaturas do Irão surpreendentes. Reforça ainda que eternizar memórias do mundo interior e exterior leva ao aumento do número de jovens a inscrever-se.

Na edição de 2018, João Pais destaca o filme «Até que o porno nos separe» de Jorge Pelicano. O evento a que o programador geral chama «a montra do cinema português» vai contar com a presença de vários realizadores, como Leonor Teles e João Salaviza.

 

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

Rua Padre António Vieira, Nº1 - 2ºPiso 3000 Coimbra

239 851 062

Seg a Sex: 14h00 - 18h00

© 2018 Jornal Universitário de Coimbra - A Cabra

To Top