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Cultura

Antes da meia-noite ao luar, tocaram serenatas de todo o país

Ana Rita Teles

Grupos convidados atuaram com intuito de encantar donzelas. Ambiente e envolvimento da cidade no evento destacado pelos tunos visitantes. Por Luís Almeida

“Ouviram-se na noite acordes de guitarra” e “a lua, envergonhada, pediu à noite escura para não acabar”. Assim cantou a Desertuna – Tuna Académica da Universidade da Beira Interior (UBI) na Noite de Serenatas do Festuna – Festival de Tunas Internacional de Coimbra. As várias tunas visitantes e o Grupo de Fados e Guitarradas da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) estrearam-se esta noite no evento.

Serenatas e guitarradas

Os artistas da casa tiveram as honras de abrir o palco na Praça 8 de maio. O Grupo de Fados e Guitarradas da SF/AAC começou com o clássico “Saudades de Coimbra” e, “do Choupal até à Lapa”, o público juntou-se em frente à Igreja de Santa Cruz para ouvir o grupo académico.

Depois da Canção de Coimbra foi tempo de viajar para terras do Rio Dão com a Tunadão 1998 – Tuna do Instituto Politécnico de Viseu. Com o intuito de cantar e encantar o público feminino, a tuna beirã entoou para todos, e para ninguém ao mesmo tempo, que “és tu a dona do meu coração”. De forma a dar um toque mais romântico à atuação, um dos membros ofereceu ainda uma rosa a uma senhora sentada na primeira fila.

Essa mesma senhora, de seu nome Carolina Moraes, revelou ser a primeira vez que assistiu a uma Noite de Serenatas. Revelou que o romantismo da atuação lhe agradou bastante e acredita que, se esta tradição continuar, pode “trazer muita felicidade”.

Contudo, admitiu que a sua atuação preferida foi a versão da “Balada do Desajeitado” da Desertuna. A tuna da UBI entrou para “aquecer os corações” dos presentes com o tema “O teu nome ao luar”. A letra diz que “verás sempre esta tuna pela rua” e quem se deslocou à Praça 8 de maio esta noite viu e aplaudiu os tunos da Covilhã.

Vindos da invicta e menos numerosos, a Tuna Universitária do Porto (TUP) interpretou “Ondas do Douro” e com esta melodia pediu: “linda donzela, vem à janela”. Para finalizar, tocaram uma música que “dispensa apresentações”. Assim, ensinaram o público o que é “Ser poeta”.

A última tuna vem de Almada, como gostam de frisar e como refere a sua bandeira. A anTUNiA – Tuna de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa chegou e começou por apelar aos “Sentidos” da audiência. Apesar de não ser a hora exata, o grupo académico terminou a sua atuação com “Serenata à meia-noite”.

Do público aos tunos: sobre a primeira noite

Acabadas as atuações dos grupos a concurso chegou a vez da tuna anfitriã dar o seu próprio espetáculo. Dispensando apresentações, a Estudantina Universitária de Coimbra (EUC) interpretou dois temas e finalizou com “Amor a Coimbra” para se despedir do público presente. Renato Bispo, estudante de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC), revela ser estreante nas noites de serenatas, mas afirma ter gostado da experiência. Acrescenta ainda que a sua atuação preferida foi da EUC, que considera “a melhor tuna de todas”. No entanto, a seu ver, lamenta esta atividade não ter sido muito divulgada.

Por sua vez, o coordenador-geral do Festuna, Carlos Pinho, dá um ‘feedback’ positivo da noite. Lamenta o atraso devido à greve dos Serviços de Ação Social da UC, que dificultou a questão da alimentação. Contudo, ressalva a forte adesão à iniciativa. Luís Gonçalves, membro da anTUNiA, aponta a “grande moldura humana” como algo positivo.

Já Ricardo Vasconcelos, membro da TUP, sublinha o facto de a audiência não ser composta por muitos estudantes, o que “mostra uma abertura do festival à cidade”. Elogia os eventos que não se fecham sobre a comunidade académica. Luís Gonçalves destaca ainda o ambiente vivido e a ausência de rivalidades entre as tunas como pontos positivos.

Fotografias: Ana Rita Teles

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