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Cultura

138 anos de Orfeon Académico de Coimbra a cantar e encantar a cidade

Vittorio Alves

Coro mais antigo de Portugal convidou comunidade conimbricense a “ver um ensaio por dentro”. Confraternização entre diferentes gerações de orfeonistas foi promovida. Por Saul Denofre e Maria Monteiro

 Hoje, dia 29, o Orfeon Académico de Coimbra comemorou 138 anos desde a sua fundação e primeiro ensaio. Para assinalar a data, realizou-se às 21h30 um ensaio aberto na Sala de Ensaios Manuel Raposo Marques, no edifício da Associação Académica de Coimbra. O evento foi organizado com vista a “tentar abrir ao máximo à comunidade, não só a estudantil como a de Coimbra”, como refere André Leite, membro da direção do Orfeon Académico de Coimbra.

Segundo o maestro do coro, Artur Pinho Maria, foram realizadas diversas iniciativas de envolvência, de maneira a convidar as pessoas a assistir, “ver um ensaio por dentro” e convidar os orfeonistas que passaram pelo coro a juntarem-se e cantarem peças da sua altura. A ideia passou por “um convívio para relembrar esta data histórica”, comenta André Leite, onde confraternizaram as diferentes gerações de orfeonistas.

Com uma longa trajetória, o foco principal da atividade do Orfeon sempre foi a música de Coimbra e a música tradicional portuguesa. Desde o seu nascimento, passaram pelo coro vários grandes nomes da canção, como Zeca Afonso e Machado Soares. Atualmente, o coro tem de lidar com diversas adversidades que passam pela dificuldade de captar e fixar pessoas em virtude da grande oferta cultural conimbricense. Para além disso, o coro enfrenta falta de apoio financeiro, já que vive apenas “à custa de cotas que os sócios pagam e de apoios pontuais da Câmara Municipal de Coimbra e do Instituto Português do Desporto e Juventude”, explica André Leite.

Para o maestro Artur Pinho Maria, o trabalho que faz é um “desafio constante”. Contudo, dirigir o coro mais antigo de Portugal, com uma “história e um passado riquíssimos” é, para o maestro, “um orgulho muito grande”. Nos próximos dois anos, o grupo procura uma grande renovação com o intuito de chegar aos 140 anos “com um grande número de orfeonistas e poder fazer um ano de atividades como o Orfeon merece”, refere o maestro.

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