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Cidade

Repensar o consumismo na Feira do Livro Dado

Acessibilidade e promoção de hábitos de leitura entre os principais propósitos da iniciativa. Número de presentes supera edição anterior. Por Luís Almeida

“Ser um ‘prossumidor’ é o objetivo. Isto é, produzir cultura, não só consumi-la”. Quem o diz é Sandra Jorge, uma das responsáveis pela Feira do Livro Dado, que decorreu hoje na Casa Municipal da Cultura de Coimbra. O conceito da iniciativa é que as pessoas levem livros que já não queiram para que outros interessados fiquem com eles. Sandra Jorge relembra ainda que não é necessário doar livros para voltar com um. “A ideia é as pessoas ficarem com o que querem sem a preocupação de quantificar o que trazem e o que levam”, esclarece.

“É suposto refletir sobre o consumo e a acumulação”, afirma a responsável. Lídia Martins, que diz já não ser a sua primeira vez a participar, concorda que “são necessárias iniciativas deste género numa sociedade em que o consumismo é ‘mainstream’”. Outro aspeto que atrai Lídia é que a feira a leva a conhecer livros que, de outra forma, nunca lhe iriam chamar a atenção. “Permite conhecer coisas novas e inesperadas”, realça.

Cultivar o hábito da leitura nas pessoas é outro grande objetivo desta iniciativa. Sandra Jorge acredita que isso é possível visto que a feira coloca os livros em circulação. Para além disso, algumas pessoas, como Erica Ciorici, já saem da Casa Municipal da Cultura de Coimbra com a intenção de devolver na próxima edição alguns dos livros que levam. A antiga estudante de Direito na Universidade de Coimbra acha a feira uma ideia “excelente”, pois considera que se deve dar a oportunidade a outras pessoas de ler os livros que já não têm uso. Sandra Jorge acredita que o facto de as pessoas não acumularem os livros e os devolverem é promover a leitura.

Para João Lopes, estudante da Licenciatura em Línguas Modernas na Faculdade de Letras da UC, uma das vantagens desta iniciativa passa também por tornar os livros acessíveis a quem não tem tantas possibilidades. O estudante revela que ele próprio já encontrou livros que queria e não comprou por serem muito caros.

Erica Ciorici lamenta que a feira não seja muito divulgada. Conta que soube por uma amiga e acredita que se fosse mais mediatizada iria atrair mais pessoas. Por outro lado, Sandra Jorge sublinha que a edição de hoje superou os números da anterior e que estes têm subido de forma sucessiva desde a primeira feira.

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Fotografias: Luís Almeida

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