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Desporto

Alexandre Amado comenta demissão da direção da Secção de Andebol

Taxas de utilização do campo de treinos entre os fatores que contribuíram para a demissão. Data para novas eleições ainda não foi revelada. Por Maria Francisca Romão

Foi com um sentimento de “absoluta surpresa” que o presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Alexandre Amado, recebeu a notícia da demissão da direção da Secção de Andebol da AAC (SA/AAC), na passada quinta-feira. Mais de uma semana depois, revela que já houve um debate interno entre a DG/AAC e os dirigentes da secção demissionária.

Alexandre Amado salvaguarda, no entanto, que “a academia fala sempre a uma só voz” e que, por isso, é à direção da SA/AAC que cabe apresentar os motivos que estiveram na origem da decisão tomada. Mesmo assim, não deixa de esclarecer alguma da argumentação apresentada pelos dirigentes que cessam agora funções.

De acordo com o presidente da DG/AAC, dois fatores que terão levado os ex-dirigentes da Secção de Andebol a decidir abandonar as linhas do campo prenderam-se com as taxas de utilização do Estádio Universitário de Coimbra e com uma antiga dívida da própria secção.

Alexandre Amado. Fotografia: Pedro Dinis Silva

Estádio Universitário de Coimbra e antiga dívida: “Na verdade, nada mudou”

As taxas de utilização do espaço de treinos e jogos das secções desportivas da Associação Académica de Coimbra “não são uma novidade nem para esta época desportiva, nem para a época passada”, assegura Alexandre Amado. Adianta mesmo que o valor a pagar está fixado desde 2016.

No entanto, destaca o esforço da atual DG/AAC ao estabelecer um acordo com a reitoria que permitiu reduzir o montante a pagar para menos de metade do valor fixado. Assim, mostra não compreender “qual a posição da antiga direção da SA/AAC face a taxas que se mantêm há dois anos e à batalha para que estas sejam reduzidas de forma permanente”.

Quanto à dívida da responsabilidade da Secção de Andebol, esta remonta a despesas da secção nos anos 90. Apesar de não esconder que a dívida deverá que recair sobre a secção que a originou, o presidente da DG/AAC garante que “até à data, nenhum valor foi exigido à SA/AAC”.

Alexandre Amado justifica desta forma que “na verdade, nada mudou”. Frisa uma vez mais a sua surpresa ao tomar conhecimento da demissão da direção SA/AAC, até porque, no dia anterior, “esta mesma secção tinha participado e intervindo bastante na Assembleia de Secções Desportivas”, sem que nada fizesse adivinhar a decisão do dia seguinte.

O futuro (ainda incerto) da Secção de Andebol

Após a demissão da direção da SA/AAC, a organização de novas eleições é da responsabilidade da própria secção, mas as suas datas ainda não são conhecidas. Alexandre Amado assegura, no entanto, que, na eventualidade de não haver listas, “a DG/AAC vai intervir e garantir que a Académica continua a ter formação de andebol”.

Acrescenta, por fim, que a demissão da SA/AAC em nada altera os esforços da Direção-Geral para que as taxas de utilização do Estádio Universitário de Coimbra se mantenham reduzidas.

Fotografia: Hugo Guímaro

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