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Desporto

Uma Académica sem Paços para a dança

De volta a Coimbra para o primeiro jogo da II Liga em casa, a Briosa não foi além de uma derrota pela margem mínima frente à equipa pacense. Final do jogo ficou marcado por expulsão do guarda-redes dos estudantes. Texto por Margarida Mota e fotografias por João Pimentel

Foi este sábado que o Cidade de Coimbra recebeu o terceiro jogo oficial da equipa da casa na época de 2018/2019. Após uma derrota nos penáltis face ao Leixões na primeira ronda da Taça da Liga, a Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) voltou a sentir o sabor da derrota, desta feita no tempo regulamentar, por uma bola a zero.

O treinador dos estudantes, Carlos Pinto, optou por um onze inicial menos remendado que o da primeira jornada. O 4-4-2 escolhido tirou Ricardo Dias do centro da defesa e voltou a colocá-lo como trinco. Brendon voltou assim à sua posição inicial e o ataque ficou entregue a Djoussé, com o apoio direto de Reko.

Apesar de o pontapé inicial caber aos visitantes, bem como uma maior posse de bola nos primeiros minutos do jogo, é logo aos 5’ que Djoussé tenta inaugurar o marcador com um remate à baliza, no seguimento de um mau atraso da defensiva pacense. A bola, contudo, acabou por sair ao lado do poste esquerdo defendido pelo antigo guarda-redes da Académica, Ricardo Ribeiro. Aos 9’, depois de alguma confusão no meio-campo academista, com o esférico a ressaltar nas costas de Guima, Phellype lançou Uilton para o único golo do encontro, que deu a vitória ao Paços de Ferreira.

Outro dos momentos de perigo da primeira parte foi criado por Djoussé, aos 19’, mesmo antes do primeiro cartão amarelo do jogo, mostrado ao médio do Paços de Ferreira, André Leão. Até à meia-hora, os estudantes continuaram a pressionar, utilizando maioritariamente o seu lado direito, com várias oportunidades de golo, em especial através de bolas paradas, mas sempre sem concretização. Até ao final da primeira parte, Peçanha brilhou numa defesa no seguimento de pontapé de canto e de um remate na grande área da equipa dos estudantes.

É logo após o regresso dos balneários que o público assistiu à primeira substituição do jogo. André Leão deu o lugar a Vasco nos pacenses e, aos 51’, o capitão Pedrinho viu o seu primeiro cartão amarelo. Pouco depois, foi a Académica a criar perigo, com Reko a rematar à baliza, mas a bola a passar por cima da trave.

Aos 56’, a ascensão dos aspersores de rega no campo criaram um momento de pausa no jogo e Carlos Pinto decidiu, minutos depois, proceder a duas substituições. Hugo Almeida ocupou o lugar de Guima e Traquina viu a sua posição assegurada por Marinho, aos 64’.

Pouco depois, surge a segunda grande oportunidade de golo da Briosa. O número 9 dos estudantes, acabado de entrar, rematou de primeira, do limite da grande área, com a bola a embater na base do poste esquerdo da baliza pacense, mas o árbitro assinalou fora-de-jogo, por sinalética do seu auxiliar. É aos 71’ e aos 73’ que as duas equipas decidem tirar mais jogadores do banco de suplentes. O marcador do golo da vitória deu o lugar a Fatai e Ki foi substituído pelo estreante Junior Sena. Passados alguns minutos, Peçanha manteve o resultado com um voo a remate em arco de Wagner.

Nos instantes finais da partida ocorreu a primeira expulsão da Académica na época que agora começa. Ao deixar a baliza e cometer falta sobre o adversário, Peçanha foi admoestado pelo árbitro Tiago Martins com o vermelho direto. Com todas as substituições esgotadas, o guarda-redes dos estudantes passou a ser Hugo Almeida, que, até ao fim do jogo, ainda conseguiu defender um remate de fora da grande área.

Na conferência de imprensa, o treinador do Paços de Ferreira, Vítor Oliveira, não deixou de salientar “uma primeira parte equilibrada” para o lado da sua equipa, sem a Académica a criar “grande perigo, tirando algumas bolas paradas”. Acrescentou ainda que a equipa da casa mostrou “grande dificuldade em chegar à baliza” dos visitantes. O timoneiro considerou, por isso, justa a vitória da sua equipa, “embora a AAC/OAF fosse um opositor fortíssimo”.

Por seu lado, o treinador da Briosa, Carlos Pinto, descreveu uma “equipa eficaz durante 45 minutos” e um aumento da dificuldade do jogo com a expulsão de Peçanha. Ao classificar este cartão vermelho como “injusto” e a derrota como um fator negativo, salientou que existe agora a maior necessidade de “ir buscar três pontos a Guimarães”, já na próxima jornada.

A Académica desloca-se assim ao berço de Portugal, onde vai defrontar o Vitória de Guimarães B, no próximo dia 26 de agosto, pelas 17 horas.

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