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Desporto

[II Liga] Académica vs Paços de Ferreira – os estudantes, um a um

João Pimentel e Paulo Sérgio Santos viram um jogo com cheirinho a ‘buffet’, em que houve tempo para demonstrar a veracidade de uma frase feita, deixar uma carta aberta ao futuro e, ainda, eleger o melhor em campo (e agora é que é) mais improvável de sempre.

 

[1] Peçanha – 3

O ancião do plantel academista pode ter submetido, neste encontro, os papéis para a reforma antecipada, sem precisar de chegar aos 70 anos ou 40 de serviço. A saída extemporânea que lhe valeu a expulsão juntou-se às saídas de bola duvidosas e atrapalhação com o esférico, demonstrativas do porquê de a posição de guarda-redes ser de desgaste rápido e merecer olhar atento do poder político. Mas não se tema, há outro Ricardo na calha ou mesmo um espantoso Hugo Almeida, que ainda não sofreu golos na sua profícua carreira.

 

[5] Joel – 4

A polivalência denota, dizem os estudos científicos, uma maior capacidade cerebral, fruto da necessidade de integrar diferentes procedimentos técnico-táticos na rede neuronal. Daí que tenha sido o elemento defensivo a quem menos vezes o cérebro parou.

 

[3] William – 3

Mantemos a fé e a esperança que uma subida bem ansiada à primeira Liga terá como obreiros William Soares e João Real. Mas hoje, aos 9’, a confusão foi tal na zona central do terreno que ninguém escapa incólume.

 

[43] Brendon – 3

Será o terceiro central, um elemento importante, e absorverá todos os ensinamentos dos mestres Soares e Real. O importante, dizem os escritos, é tranquilidade e uma boa respiração, para se evitarem erros que custam três pontos.

 

[19] Nélson Pedroso – 2

Jogo a passo, quiçá aborrecido pela marcação de livres ter passado para o domínio de Ki. Tudo o que veio a seguir aos 90’, talvez um almoço com direito a ‘buffet’, foi uma vitória e uma clara melhoria no seu desempenho pessoal, esperando-se que a digestão seja mais rápida que a sua velocidade em campo.

 

[6] Ricardo Dias – 4

Normalmente, dizem os compêndios da sabedoria futebolística, um trinco invisível é um trinco fundamental na manobra da sua equipa. Contudo, essa mesma invisibilidade pode ser um óbice a uma avaliação concreta se aplicada em sentido inverso. Resumindo, pode ser apenas uma má fase por usar o cabelo mais curto.

 

[21] Guima – 3

Diz-se que não se deve voltar aos lugares onde já se foi feliz. A frase feita parece assentar que nem uma luva ao jogador emprestado pelo Sporting, cujo início de segunda época com o manto negro está a ser, simpaticamente, tumultuoso. Desde a bola a bater nas suas costas e a iniciar a jogada do único golo da partida a tudo o resto que tem feito, continuamos à espera de Guima.

 

[20] Traquina – 3

Cada academista tem um lugar cativo no seu coração para o 20 da Briosa, principalmente à custa de uma traquinice de há duas épocas, onde marcou um dos melhores golos já vistos no Cidade de Coimbra. Mas o Traquina de hoje é uma sombra do que já foi, uma espécie de preguiça num mundo de chitas.

 

[8] Ki – 3

Arriscou-se a ser expulso aos 26 minutos, onde, numa atitude profundamente condenável, pediu desculpa ao quarto árbitro por ter insultado a mãe deste em coreano. Que lhe ensinem melhor no Bolão. Como dizia o outro, as desculpas não se pedem, Ki, evitam-se.

 

[28] Reko – 5

Dos reforços mais interessantes dos estudantes. Grande apreciador de corrente eléctrica, tal a sua constante movimentação, e da nobre arte de dar indicações, perante o total desnorte que acontecia nas suas costas.

 

[39] Djoussé – 6

O melhor, ou melhor, dos melhores em campo. Mesmo que uma em cada duas jogadas redunde numa total atrapalhação, é bonito ver a sua abnegação em direção à baliza adversária, deixando adversários pelo caminho. Sofre, porventura, do mal de ser encorpado, característica típica de um ponta-de-lança, dado que rende muito mais quando arranca de trás.

 

[7] Marinho – 2

Nem todos os dias são dias de Marinho, mas também é por essa mesma razão que ainda não se inventou a clonagem: um plantel com 22 Marinhos não era justo numa segunda Liga.

 

[9] Hugo Almeida – 3

Carta ao Hugo Almeida do futuro:

“Se, no dia 19 de maio de 2019, o Paços de Ferreira não subir à I Liga devido ao ‘goal average’, o responsável és tu. Ou melhor, fui eu, com um desempenho verdadeiramente memorável por ter ido à baliza quando estava cansado heroicamente, quando mais ninguém quis, depois daquele tipo ter saído à louca para nada.”

Está encontrado o reforço que faltava para a baliza. Coloca a bola melhor que o habitual titular, faz defesas à rasca e brinca desnecessariamente.

 

[11] Júnior – 0

Que Sena…

 

[?] Aspersores de água – 6

Resolveram dar o ar da sua graça aos 56’, quando o maltratar do relvado era prática generalizada e era necessário evitar um genocídio vegetal. Não levam nota mais elevada porque podiam ter aparecido também aos 9 minutos e evitado o golo dos pacenses, mas digamos apenas que estavam perdidos como o resto da equipa.

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[T] Carlos Pinto – 4

Há demasiadas tricas no trinómio plantel-treinador-direção para tão matutina altura da época. Não se sabendo o que é ou não rumor, fiquemo-nos pelos factos: três jogos, uma eliminação da Taça da Liga, um ponto em seis possíveis na II Liga. Se a eliminação já não é recuperável, o início indeciso é, mas para isso há que ajustar o onze. E assumir o que há para ser assumido.

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